Salvador, 12/01/2026 06:05

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Pedro Tavares defende o agronegócio baiano e critica importação de cacau durante celebração dos 60 anos da Faeb

Pedro Tavares
Foto: Divulgação
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Durante a sessão especial em comemoração aos 60 anos da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), realizada nesta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado estadual Pedro Tavares prestou homenagem à entidade e destacou a importância do setor agropecuário para a economia do estado. Na ocasião, o parlamentar também alertou para riscos fitossanitários relacionados à importação de cacau estrangeiro.

“É uma homenagem mais do que merecida para a Faeb. O agro representa boa parte do PIB da Bahia e do Brasil, e sem ele a economia não gira, a comida não chega ao prato do cidadão. É um setor que precisa de atenção especial”, afirmou Tavares.

O deputado aproveitou a oportunidade para anunciar que pretende ir a Brasília nesta semana, com o objetivo de discutir a Instrução Normativa nº 125, do governo federal, que autoriza a importação de amêndoas de cacau de países como a Costa do Marfim. Segundo ele, a medida representa um grave risco para a produção cacaueira da Bahia, especialmente no que diz respeito à introdução de novas doenças.

“A gente já sofreu demais com a vassoura-de-bruxa, que praticamente dizimou a região sul do estado. Não podemos correr o risco de repetir essa história. A entrada de cacau de outros países pode não só afetar economicamente o setor, ao derrubar preços, como também trazer pragas e doenças”, alertou.

Tavares defendeu a revogação ou revisão da normativa e cobrou do governo federal medidas mais rigorosas no controle fitossanitário. “É preciso que a questão fitossanitária seja tratada com seriedade. O Brasil e a Bahia não podem correr riscos. Temos a melhor amêndoa do mundo, reconhecida internacionalmente, e ela precisa ser protegida.”

O parlamentar também destacou a participação da produção baiana no Salão do Chocolate de Paris, um dos eventos mais importantes do setor no mundo, como prova da qualidade e reconhecimento internacional do cacau baiano. “As nossas amêndoas estão sendo apreciadas no mundo inteiro. O governo federal e o governo estadual têm o dever de garantir proteção e valorização ao nosso cacau”, concluiu.

A sessão na Alba reuniu autoridades, parlamentares, representantes do agronegócio e lideranças do setor produtivo para celebrar a trajetória da Faeb e discutir os desafios e avanços do setor agropecuário baiano.

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