Salvador, 19/03/2026 20:33

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Paulo Cavalcanti defende união do empresariado e consciência cidadã para fortalecer o Brasil

Foto: PAOP
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O presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo Cavalcanti, afirmou nesta quinta-feira (19) que o setor produtivo precisa se organizar melhor para exercer influência efetiva sobre o poder público. Questionado sobre o clima de hostilidade e a chamada “demonização do lucro” no cenário político nacional, Cavalcanti evitou críticas partidárias e reforçou a importância da articulação da classe empresarial.

“Não é questão de ser de direita ou de esquerda. A ciência política define isso como classe de pressão. É exatamente onde você vai expressar suas vontades e necessidades”, defendeu.

Segundo o dirigente, o empresariado brasileiro sofre com baixa representatividade institucional, o que enfraquece sua voz nas decisões de Estado. Ele destacou que menos de 10% das pessoas jurídicas no país são associadas a entidades de classe.

“Enquanto o empresário fica só reclamando e não se associa, a gente não consegue avançar. Precisamos de união entre confederações, sindicatos e associações para mostrar nossa vontade. Representamos 16 milhões de pessoas, imagine a força que teríamos”, pontuou.

Cavalcanti também apresentou sua proposta para as eleições de 2026 e para o futuro do país: uma “campanha nacional” de inteligência e consciência cidadã. Ele criticou a postura de desânimo que leva empreendedores a buscarem alternativas fora do Brasil, em vez de lutar por mudanças internas.

“A agenda mais fácil hoje do empresário é querer fugir para o Paraguai. Não é disso que precisamos. Precisamos acreditar no que é a democracia, estudar sobre isso e ter sentimento de pertencimento ao nosso país”, afirmou.

Ao concluir, o presidente do Conselho Superior da ACB reforçou que apenas uma sociedade civil organizada e técnica pode conquistar a escuta ativa dos políticos. Para ele, o papel do setor produtivo vai além da geração de empregos, sendo também guardião da produtividade e da eficiência pública.

“Para que qualquer político possa representar essa vontade, a gente precisa saber se organizar e saber como pressionar. O caminho é a consciência cidadã participativa e transformadora”, concluiu Cavalcanti.

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