Pré-candidato do PL aponta convergência ideológica entre o eleitorado cristão e o senador, mas ressalta que voto permanece livre e sem imposição institucional.
As conexões entre o eleitorado conservador baiano e as candidaturas de âmbito nacional foram analisadas pelo Pastor Abraão Reis (PL) ao detalhar o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL) na representação das demandas de matriz cristã. Questionado sobre a existência de um compromisso ou obrigação de voto por parte dos fiéis evangélicos na candidatura do parlamentar fluminense, o líder religioso negou qualquer tipo de coerção eclesiástica, mas ressaltou a identificação natural do segmento com as propostas encampadas pelo parlamentar.
O pré-candidato a deputado federal argumentou que o alinhamento político decorre da defesa de pautas estruturais que coadunam com a doutrina tradicional das igrejas. “O voto é livre, né? Nós sabemos que cada um pode votar em quem quer. Eu entendo que Flávio Bolsonaro representa uma fatia do segmento naquilo que ele tem apresentado como pauta. Então, quando ele diz que defende a família, para nós, evangélicos, a família é célula-máter da sociedade. Quando ele diz que é contra o aborto, nós temos também essa convicção. Quando ele propõe reduzir a maioridade penal, nós também entendemos que tem que tratar com rigor aqueles que merecem rigor”, enumerou Reis.
Ao chancelar o apoio ao nome do senador, o pastor cobrou coerência entre o discurso de campanha e a futura atuação legislativa, sinalizando que o eleitorado cristão permanecerá atento ao cumprimento dos compromissos assumidos. “Em linhas gerais, o Flávio representa um pouco mais daquilo que nós cremos, e eu espero que, uma vez num mandato, ele possa não somente ter tido discurso, mas ter a prática naquilo que ele apresentou”, ponderou Abraão Reis, estabelecendo uma postura de cobrança pragmática sobre o exercício do poder político.
