Vereador licenciado de Lauro de Freitas e pré-candidato a deputado federal argumenta que comunidade evangélica possui interesses legítimos e deve apresentar seus valores morais nas eleições.
O vereador licenciado de Lauro de Freitas e pré-candidato a deputado federal, Pastor Abraão Reis (PL), defendeu publicamente a participação ativa do segmento evangélico na disputa por cadeiras no parlamento federal, estadual e municipal. Durante entrevista sobre o cenário eleitoral, o líder religioso argumentou que a comunidade cristã está inserida no conceito amplo de cidadania, o que confere aos seus integrantes a prerrogativa e o dever de buscar espaços de decisão política para salvaguardar suas bandeiras institucionais e ideológicas.
De acordo com o pré-candidato, o avanço de nomes ligados às igrejas nas urnas representa a busca legítima por representatividade por parte de uma parcela expressiva da população. “Primeiro, quero deixar claro que os evangélicos também são cidadãos. Então não tá fora desse conceito, né? E como cidadão, tem direitos e deveres. Dentre os direitos que tem, é de poder ser candidato, de votar. E no dever, de colaborar pro bem-estar social. Então, acho que o evangélico representa uma fatia que tem também interesses. Ao passo que ele tem direitos e deveres como cidadão e tem interesses, nada mais justo do que ele se apresentar para defender seus interesses”, justificou.
Abraão Reis enfatizou que as propostas defendidas pelo grupo estão pautadas em convicções morais tradicionais extraídas das Escrituras, mas ressaltou o caráter democrático de sua exposição pública, sem que isso signifique uma imposição ao restante da sociedade. “Os evangélicos têm padrões morais pautados nas Escrituras. E entendemos que isso faz bem para a sociedade. Ninguém é obrigado a seguir o que nós cremos, mas nós também não somos desobrigados a apresentar o que nós cremos. Então, ninguém é obrigado a crer, mas nós não somos também desobrigados a não apresentar”, explicou o pastor, pontuando que os mandatos servem como canais legítimos para a defesa desses princípios e das instituições representadas.
