Vice-presidente relembrou a tese da tentativa de golpe após as eleições de 2022, defendeu a segurança das urnas eletrônicas e ironizou o comportamento da oposição.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, subiu o tom contra os adversários políticos e afirmou que líderes que desacreditam das instituições democráticas e do voto popular não possuem legitimidade para disputar a chefia do Executivo. A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do PT, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, evento que oficializou a consolidação da chapa liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha de reeleição.
Sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Alckmin relembrou as investigações sobre a famosa “minuta do golpe” e as articulações de bastidores que em tese visavam anular o resultado do último pleito presidencial. De acordo com o vice-presidente, a atuação da ala radical da oposição extrapolou o debate político e flertou com a violência institucional.
“Tinham como projeto assassinar aqueles que foram eleitos pelo povo. Pelo voto popular, não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência”, afirmou Alckmin.
O ex-governador paulista também ironizou os frequentes questionamentos levantados pela oposição sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Alckmin classificou os ataques às urnas como uma estratégia retórica desesperada para justificar o fracasso nas urnas, definindo a desconfiança como “a fumaça da derrota”.
Em tom descontraído, o vice-presidente encerrou a sua participação defendendo a soberania e a blindagem tecnológica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano”, brincou, sob aplausos da militância presente no pavilhão de exposições paulista.