Salvador, 01/05/2026 10:43

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Pablo Roberto diz que não houve exclusão de aluno da rede municipal de Feira após vídeo em redes sociais

Foto: Reprodução / Redes Sociais
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O vice-prefeito de Feira de Santana e secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, afirmou que não houve exclusão de um aluno da Escola Municipal Professor Ildes Ferreira de Oliveira, após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que uma mãe alega que o filho, descrito como atípico, foi impedido de participar de um passeio escolar.

A declaração foi feita após a repercussão do caso, que mobilizou a Secretaria de Educação a apurar os fatos junto à gestão da unidade.

“Muita gente teve acesso ontem a um vídeo que uma mãe postou falando que um filho dela que é atípico foi proibido de participar de um passeio. Vou visitar a escola, conversar com a diretora, com os professores. Estamos trabalhando muito para atender todas crianças atípicas da melhor forma possível, seja com o cuidador, seja com o atendimento diferenciado, com a ampliação da sala de recurso, com a ampliação do atendimento no centro de inclusão, atendimento humanitário, com atendimento digno, de respeito, como as famílias e as crianças do município de Feira de Santana precisam. Nós estamos aqui hoje para agradecer a professora Edilene, em nome de toda sua equipe, pelo cuidado que tem tratado essa matéria desde ontem, e nós vamos continuar nos posicionando sempre que necessário para trazer a verdade à população de Feira de Santana”, afirmou.

A professora Edilene, citada pelo secretário, também apresentou a versão da escola e negou que tenha havido impedimento.

“Ontem eu me deparei nas redes sociais com um vídeo de uma família que alega que a criança foi excluída de um passeio da escola e foi enviado para casa desde o dia 15 de abril. Um comunicado, informando as famílias desse passeio, onde as famílias deveriam autorizar as crianças a irem. A criança, referente ao vídeo, ela não estava frequentando as aulas. O último dia, nós temos a frequência aqui, foi o dia 6 de abril. Nós, inclusive, sinalizamos, além da agenda, sinalizamos também no grupo do WhatsApp da escola, dias anteriores, mas essa mãe veio à escola somente no dia 23, que era o dia do passeio. Nós sabemos que as crianças neuro divergentes, ao saírem do espaço que elas estão habituadas, elas podem desregular. Foi esse o nosso intuito de que elas se sentissem bem nesse ambiente, aí convidamos cada familiar para nos acompanharem. Segundo ela, foi pega de surpresa, porém, nós, em nenhum momento, dissemos que a criança não iria, caso ela não fosse, porque foi uma decisão dela não ir, uma decisão dela levar a criança de volta para casa. A gente quer reforçar que não houve exclusão, nem com a criança citada e nem com nenhuma criança”, declarou.

Pablo Roberto afirmou ainda que a escola seguiu os protocolos definidos pela secretaria para a realização da atividade externa e criticou a exposição do caso nas redes sociais.

“Porque a escola fez, as providências que a escola adotou para realizar esse passeio com os alunos seguiu rigorosamente a todas as orientações por parte da secretaria. As famílias receberam comunicado, além disso as famílias foram comunicadas também através do grupo da escola. Em momento algum a mãe foi proibida de deixar que o filho seguisse em viagem, bastava apenas assinar o termo de compromisso que a escola levaria, os professores, os coordenadores, os cuidadores que estavam presentes também, mas em momento algum ela tomou a decisão de permitir que o filho fosse, apenas foi pra casa. No meio do caminho, segundo relatos da mãe, ela informa o filho que ele não vai e ela toma a decisão de fazer aquela exposição que na minha avaliação é uma exposição desnecessária com uma criança que precisa ser cuidada, precisa ser protegida e não é a forma correta de você manifestar a sua indignação. Não é justo com uma rede que trabalha todo dia pra fazer inclusão, que não é fácil, não é justo. Com tantos profissionais, com tantos homens e mulheres que trabalham todos os dias, mesmo com tanta dificuldade, para garantir que a inclusão possa acontecer. E vamos continuar fazendo tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para atender da melhor forma possível todos os mais de 57 mil alunos que estão matriculados na Rede Municipal de Ensino”, afirmou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que, após apuração, as informações divulgadas no vídeo “não correspondem à realidade”. A pasta afirmou que, por questões de segurança, é prática da unidade solicitar o acompanhamento de responsáveis em atividades externas, especialmente em casos de alunos com necessidades específicas.

Segundo a secretaria, “não houve, em nenhum momento, qualquer ato de exclusão, negligência ou impedimento arbitrário por parte da escola” e a gestão mantém acompanhamento contínuo do estudante. A nota também reforça o compromisso da rede municipal com políticas de inclusão e afirma que seguirá adotando medidas para garantir atendimento “responsável, inclusivo e humanizado”.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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