Ex-secretário de Agricultura detalha articulação com prefeituras baianas, combate a ideia de eutanásia no campo e celebra a marca de 5 mil castrações na Bacia do Jacuípe.
O avanço desordenado da população canina no interior da Bahia tem provocado debates que mobilizam desde defensores dos direitos dos animais até pequenos produtores rurais, afetados por ataques a rebanhos. Em edição do quadro institucional Direto com Pablo, o ex-secretário de Agricultura do Estado, Pablo Barrozo, apresentou o balanço das ações estruturadas pelo Programa de Controle Populacional de Cães e reforçou o papel dos consórcios públicos na descentralização dos recursos. Provocado sobre a possibilidade de sacrifício de animais como solução para as perdas de criadores, Barrozo foi taxativo. “Bem, Breno, eutanásia é crime. Nós fizemos esse programa justamente com muita dedicação, sensibilidade e com amor, para que a gente possa proteger o produtor rural e também proteger os animais”, sentenciou.
A estratégia defendida pelo líder político baseia-se no associativismo regional entre as prefeituras para viabilizar os investimentos em parceria com a Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri). O programa já conta com a adesão formal de três importantes articulações do interior: o Consórcio do Médio Sudoeste, liderado pela prefeita Selma, de Macarani; o Consórcio do Sisal, sob a presidência da prefeita Pró Ninha, de Lamarão; e o Consórcio da Bacia do Jacuípe, comandado pelo prefeito Sivaldo, de Capim Grosso.
De acordo com o ex-secretário, os resultados práticos nas regiões que primeiro receberam os aportes financeiros validam a eficácia do modelo consorciado. “Nós já compramos o castramóvel, por exemplo, para a Bacia do Jacuípe, e lá já foram feitas mais de 5 mil castrações, chipagens e vacinações. Com isso, inclusive nos municípios ao redor, já houve resultados práticos e uma baixa no ataque aos caprinos, ovinos e bovinos dos pequenos produtores rurais”, comemorou Barrozo, apontando que a Bahia se posiciona de forma pioneira ao conciliar o desenvolvimento da produção rural com o tratamento humanitário à fauna doméstica.
