O senador Otto Alencar (PSD-BA) adotou um tom de sinceridade e cautela ao comentar o cenário eleitoral de 2026 durante a posse de Gildásio Penedo no TCE-BA, nesta terça-feira (6). Ao analisar a articulação em torno da chapa majoritária, Otto definiu sua situação como “delicada” e comparou o momento político a um problema médico, afirmando que o partido ainda está “sem diagnóstico”.
Ele destacou que respeita o direito de reeleição do senador Angelo Coronel (PSD), mas reforçou que a definição sobre os nomes da coligação depende de conversas que ainda não ocorreram com os líderes do grupo — Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa.
Apesar da indefinição, Otto traçou uma “linha vermelha” ideológica clara: sua trajetória de 15 anos de parceria com o PT e a amizade com o presidente Lula tornam impossível qualquer aproximação de palanques ligados a Jair Bolsonaro.
“Eu sou médico, sempre operei quando tinha diagnóstico, e eu estou sem diagnóstico na política. Eu tenho uma trajetória que não me permite estar em palanque onde passo por perto de Bolsonaro. Seria macular a minha história de 15 anos de aliança com o Wagner, com o Rui, com o Jerônimo e com o Lula. (…) Eu terei que caminhar o meu caminho que eu estou, porque eu não tenho como ter discurso para dizer que vou tomar uma posição contra o projeto do Lula”, declarou Otto Alencar, resumindo sua postura de cautela e fidelidade às alianças históricas.
