O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que o Brasil apresenta avanços no combate à fome e à insegurança alimentar, após a divulgação do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo o parlamentar, os dados reforçam a importância de políticas sociais, do enfrentamento das desigualdades e do fortalecimento da agricultura familiar.
“Os dados do relatório ‘O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026’, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), confirmam que com políticas sociais sérias, combate às desigualdades e fortalecimento da agricultura familiar, nosso país segue fora do Mapa da Fome e atinge os menores índices de insegurança alimentar da história”, afirmou Otto.
Brasil permanece fora do Mapa da Fome
O relatório da FAO, divulgado em julho, aponta que o Brasil permaneceu fora do Mapa da Fome no triênio de 2023 a 2025. A proporção da população em situação de subnutrição ficou abaixo de 2,5%, limite utilizado pela organização para a classificação.
O levantamento também registrou queda da insegurança alimentar severa, que chegou a 0,6% da população, menor patamar da série histórica. De acordo com os dados, 16,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição no período analisado.
Para Otto, os resultados estão relacionados à adoção de políticas voltadas à proteção social e à produção de alimentos.
“Garantir comida no prato e dignidade para as famílias brasileiras sempre foi e continuará sendo a nossa prioridade”, declarou o senador.
Agricultura familiar
O relatório da FAO também destaca políticas brasileiras relacionadas à geração de renda e ao fortalecimento da agricultura familiar. Entre as ações mencionadas estão programas de proteção social, transferência de renda, acesso ao crédito agrícola e compras públicas de alimentos.
Apesar dos avanços, o documento aponta que o acesso a uma alimentação saudável ainda representa um desafio. No Brasil, 21,1% da população não tinha condições de arcar com uma dieta saudável no triênio encerrado em 2025.
Ao comentar os resultados, Otto associou os indicadores à necessidade de manter políticas públicas voltadas à segurança alimentar.
“O trabalho por uma Bahia e um Brasil mais fortes não para!”, afirmou.