Salvador, 05/03/2026 01:22

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Oposição da Câmara de Salvador se manifesta sobre votação de PL do reajuste dos servidores

CMS - Câmara Municipal de Salvador
Divulgação
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A bancada de oposição da Câmara Municipal de Salvador (CMS) emitiu uma nota sobre a votação do Projeto de Lei de nº 174/25, que dispõe sobre o reajuste dos servidores, repudiando a forma como a Prefeitura de Salvador “desprezou a mesa de diálogo com professores”. 

No texto, os vereadores pontuam que a bancada sempre defendeu e seguirá defendendo o diálogo, “tentando construir pontes com o poder municipal para buscar soluções às demandas da população”.

“Por isso, repudiamos a forma como a Prefeitura de Salvador desprezou a mesa de diálogo com professores e suspendeu as negociações com o Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps), encaminhando à Câmara Municipal um projeto que ignora os apelos das categorias e desrespeita os vereadores”, diz a nota.

Segundo os edis, a atitude do prefeito Bruno Reis resultou na tumultuada sessão da última quinta-feira (22). “Presenciamos cenas injustificadas de agressão a colegas vereadores e funcionários da Câmara. Compreendemos a indignação dos manifestantes, mas não podemos admitir agressões físicas contra nenhuma das partes. Da mesma forma que valorizamos o direito à manifestação e repudiamos repressões violentas, também defendemos a integridade física dos vereadores e funcionários da Câmara”, enfatizaram. 

Além disso, ressaltaram que o caso de agressão foi isolado e não representa a postura dos manifestantes. “Inclusive, denunciamos a presença de pessoas infiltradas no plenário, que agrediram verbalmente as vereadoras, o que revela uma tentativa premeditada de desestabilizar o movimento”, pontuaram. 

O texto segue: “Infelizmente, essa situação chegou a esse ponto devido à atitude do prefeito Bruno Reis, que vem descumprindo leis e acordos salariais. O prefeito se negou a dialogar com as categorias e com os vereadores, transferindo sua responsabilidade para a Câmara e aumentando as tensões”. 

Ainda de acordo com a nota, “ao apresentar um projeto em desacordo com os servidores e criar manobras para a sua aprovação, o prefeito aumentou a revolta de professores e demais servidores que já não aguentam mais tanto desrespeito e violências vindas da prefeitura”.

Por fim, os vereadores dizem que a bancada defendeu o adiamento da sessão e retomada da mesa de negociação entre servidores e prefeitura e, deste modo, optaram por absterem-se da votação que foi realizada em uma sala reservada. “Seguiremos coerentes na busca por diálogo, repudiando a violência cometida por quem quer que seja e cobrando da prefeitura a valorização e o respeito que os servidores do município de Salvador merecem”, completam. 

A nota foi assinada bancada de oposição, composta pelos seguintes vereadores:

Aladilce Souza (PCdoB)

David Rios (MDB)

Eliete Paraguassu (PSOL)

Felipe Santana (PSD)

Hamilton Assis (PSOL)

Hélio Ferreira (PCdoB)

João Cláudio Bacelar (Podemos) 

Marta Rodrigues (PT)

Randerson Leal (Podemos)

Sílvio Humberto (PSB)

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