Pré-candidato evangélico compartilha história familiar sobre regeneração moral para defender a importância das instituições religiosas no resgate comunitário e na segurança pública.
O papel das agremiações religiosas como ferramentas de assistência social e preenchimento de lacunas estatais foi o eixo central da última etapa da entrevista do Pastor Abraão Reis (PL). O vereador licenciado rechaçou análises que reduzem a atuação das igrejas à esfera litúrgica, argumentando que o trabalho desempenhado pela Assembleia de Deus atua diretamente na recuperação de cidadãos e na pacificação de territórios periféricos onde os aparatos de segurança pública e de assistência social do governo enfrentam dificuldades de penetração.
O líder evangélico ressaltou a capilaridade e o impacto resgatador das instituições cristãs nas áreas de vulnerabilidade social da Bahia. “A igreja tem um papel social muito importante, isso é indiscutível. Pode ver locais onde a polícia não entra, a igreja nossa tá lá representada. Locais onde a sociedade não tem nenhum tipo de aparato estatal, tem a igreja desenvolvendo ali um trabalho social. Nós temos inúmeros irmãos, entre aspas, que são ex. Ex-drogados, ex-homicidas… vários ex. Pessoas que foram resgatadas”, enumerou Reis.
Para ilustrar o poder de transformação moral defendido pela instituição, o pastor compartilhou um relato de sua própria árvore genealógica, detalhando a trajetória de seu avô no interior baiano. “Para quem não sabe, eu sou neto de pastor, filho de pastor e sou pastor. E meu pai me conta que o apelido de meu avô era Santinho. Mas não era Santinho porque era santinho, não, era Santinho porque dava muito trabalho. Mas o Santinho conheceu Jesus e virou pastor lá em Mário Mariano. Um homem de Deus, que criou quatro filhos no caminho do Senhor, os quatro encaminhados na reta justiça, e que influenciou muitos netos — dentre eles tô eu aqui, neto do pastor Lázaro Mariano, que era ex-Santinho mas virou uma pessoa de bem”, revelou, concluindo que preceitos como a fidelidade conjugal e o respeito à autoridade paterna funcionam como pilares de estabilidade social indispensáveis para o bem-estar coletivo.
