Presidente do PL baiano afirma que o governo estadual usa a máquina pública para punir municípios que não votaram no PT, transformando emendas em moeda de troca.
Durante sua participação no programa da rádio CBN em Salvador nesta terça-feira (20), João Roma, presidente estadual do PL, teceu fortes críticas à forma como o PT conduz o governo da Bahia. Ele acusou a gestão estadual de praticar uma versão moderna do coronelismo, em que a distribuição de recursos públicos estaria condicionada ao alinhamento político com o partido.
“É triste você ver um PT que, em outras épocas, criticava tanto […] e dizia que o Nordeste tinha uma política mais atrasada, que tinha a política do coronelismo, do toma lá da cá. Esse mesmo PT estabeleceu aqui o coronelismo 2.0”, disparou Roma. Segundo o ex-ministro, o governo estadual atua de maneira revanchista contra municípios que não elegeram prefeitos aliados ao grupo governista.
Roma destacou que a máquina pública estaria sendo utilizada para barrar até mesmo repasses obrigatórios. “Você vê prefeituras que, para receber uma ambulância de uma emenda impositiva de um parlamentar, precisa chegar lá e fazer juras de amor para o governo, porque senão o benefício não chega para a população”, relatou. Ele ressaltou que a atitude não pune apenas as lideranças políticas, mas prejudica diretamente os cidadãos baianos que dependem desses serviços e recursos, gerando um estado de dependência.