Salvador, 13/06/2026 05:28

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“O carlismo se não gostasse do prefeito pisava no pé, essa forma não cabe mais”, dispara Jerônimo Rodrigues ao defender novo tempo na política

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Em tom crítico, governador relembrou práticas de perseguição política de gestões passadas na Bahia e contrapôs com o modelo de diálogo maduro adotado com prefeitos de oposição.

Durante entrevista coletiva na rádio Caraíba FM, em Senhor do Bonfim, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez uma dura análise sobre a evolução do ambiente político no estado da Bahia. O chefe do Executivo relembrou as dificuldades enfrentadas por gestões passadas em nível federal e estadual, criticando posturas autoritárias e de isolamento institucional. O governador defendeu a necessidade de uma postura republicana por parte dos governantes, pontuando que o tratamento digno aos municípios deve prevalecer sobre divergências partidárias.

Jerônimo Rodrigues relembrou a postura do governo federal anterior com o ex-governador Rui Costa para ilustrar os prejuízos do isolamento político. O gestor estabeleceu um paralelo com práticas históricas do cenário baiano, afirmando: “o modo maduro de fazer a política eu, eu não posso repetir o que eu não concordo. Nós vimos o governo federal passado, não tô tratando de partido dele, do jeito de governar, que não recebeu Rui. Ele ficou 4 anos governando e não recebeu um governador porque votou contra a gente. A gente via isso aqui na época do carlismo, o carlismo era assim: se ele não gostasse do prefeito pisava no pé, dava beliscão, não atendia. Essa forma não, não cabe mais na gente”.

O governador usou como exemplo de convivência democrática o encontro que manteve na noite anterior com lideranças locais de espectros políticos distintos. Jerônimo comemorou a capacidade de diálogo entre adversários históricos em prol de projetos estruturantes, destacando que “ontem a cena durante a reunião, e depois a noite a gente foi eh aproveitar para uma refeição noturna (…) e eu vi a cena de Carlinhos Brasileiro ao lado de Laércio, sentado na mesa, mesa do, do meu lado, os dois. Muito bonito isso. Ora, na época da política o que vai acontecer ninguém sabe, mas é a maturidade de um, a maturidade de outro trazendo-se os dois concordando que é importante central de abastecimento”.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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