O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou, na manhã desta quinta-feira (12), por um procedimento médico para evitar um novo sangramento na cabeça. A cirurgia de emergência foi necessária após a detecção de um hematoma de três centímetros na cabeça do presidente, resultado de uma queda sofrida em outubro.
Lula caiu enquanto cortava as unhas dos pés no banheiro do Palácio do Alvorada e bateu a cabeça, sendo necessário levar cinco pontos. O incidente ocorreu logo após o presidente retornar de São Paulo, onde havia participado de atividades de campanha com o deputado federal Guilherme Boulos.
A queda, que aconteceu durante os preparativos para uma viagem à Rússia, onde Lula participaria da Cúpula dos Brics, obrigou o cancelamento da agenda internacional.
Após o acidente, o presidente foi inicialmente atendido em Brasília, no Hospital Sírio-Libanês, e liberado no mesmo dia. No entanto, exames subsequentes indicaram a necessidade de uma intervenção mais profunda, o que resultou na cirurgia realizada em São Paulo.
O médico pessoal de Lula, Roberto Kalil Filho, afirmou que o presidente está “lúcido, orientado e bem” após a cirurgia. Kalil também comentou sobre a possível alta de Lula da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), afirmando que “cada dia é um dia”, indicando que a recuperação será gradual.
A assessoria do presidente esclareceu que o procedimento de embolização não é uma nova cirurgia, mas uma complementação do tratamento.
