Questionado sobre o Consórcio Nordeste, candidato ao Senado lembrou menor taxa de mortalidade na Bahia na pandemia e atribuiu atraso na apuração à politização da Justiça nacional.
A aquisição não concretizada de respiradores mecânicos pelo Consórcio Nordeste durante a emergência sanitária de 2020 foi abordada pelo candidato a senador Rui Costa (PT), em resposta a questionamento da emissora de Itabuna durante a sabatina da Rede Boa FM nesta quarta-feira (9). O ex-governador colocou em contraste a agilidade da jurisdição norte-americana com a lentidão dos tribunais brasileiros para justificar a lisura de sua administração.
Rui ressaltou inicialmente que o estado obteve o segundo menor índice de mortalidade por Covid-19 no país sob sua liderança e enfatizou que as fraudes cometidas por empresas fornecedoras foram denunciadas pelo próprio governo baiano. “Sobre a compra não entregue, nós abrimos o processo policial, as pessoas foram presas e quem mandou soltar infelizmente foi a Justiça. Já dura seis anos e não se conclui o inquérito”, afirmou.
O postulante detalhou a recuperação dos valores em duas frentes contratuais distintas. “Tivemos duas compras não concretizadas: uma com contrato com foro judicial nos Estados Unidos e outra no Brasil. A compra com foro nos Estados Unidos nós recebemos o dinheiro de volta em quatro meses, o Estado recebeu a devolução integral do recurso. A compra feita no Brasil infelizmente tem seis anos sem resolução”, declarou.
Segundo o ex-governador, a morosidade comprova as distorções do sistema judiciário pátrio: “É o funcionamento da Justiça brasileira, infelizmente muito politizada e muito enraizada com outros valores. Quando a Justiça se mete com outros interesses, acaba não funcionando direito. São seis anos sem essa questão ser resolvida”, finalizou.