Salvador, 10/09/2026 07:48

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“Nos EUA o dinheiro voltou em 4 meses; no Brasil já são 6 anos”, aponta Rui Costa sobre inquérito dos respiradores

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Questionado sobre o Consórcio Nordeste, candidato ao Senado lembrou menor taxa de mortalidade na Bahia na pandemia e atribuiu atraso na apuração à politização da Justiça nacional.

A aquisição não concretizada de respiradores mecânicos pelo Consórcio Nordeste durante a emergência sanitária de 2020 foi abordada pelo candidato a senador Rui Costa (PT), em resposta a questionamento da emissora de Itabuna durante a sabatina da Rede Boa FM nesta quarta-feira (9). O ex-governador colocou em contraste a agilidade da jurisdição norte-americana com a lentidão dos tribunais brasileiros para justificar a lisura de sua administração.

Rui ressaltou inicialmente que o estado obteve o segundo menor índice de mortalidade por Covid-19 no país sob sua liderança e enfatizou que as fraudes cometidas por empresas fornecedoras foram denunciadas pelo próprio governo baiano. “Sobre a compra não entregue, nós abrimos o processo policial, as pessoas foram presas e quem mandou soltar infelizmente foi a Justiça. Já dura seis anos e não se conclui o inquérito”, afirmou.

O postulante detalhou a recuperação dos valores em duas frentes contratuais distintas. “Tivemos duas compras não concretizadas: uma com contrato com foro judicial nos Estados Unidos e outra no Brasil. A compra com foro nos Estados Unidos nós recebemos o dinheiro de volta em quatro meses, o Estado recebeu a devolução integral do recurso. A compra feita no Brasil infelizmente tem seis anos sem resolução”, declarou.

Segundo o ex-governador, a morosidade comprova as distorções do sistema judiciário pátrio: “É o funcionamento da Justiça brasileira, infelizmente muito politizada e muito enraizada com outros valores. Quando a Justiça se mete com outros interesses, acaba não funcionando direito. São seis anos sem essa questão ser resolvida”, finalizou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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