O deputado estadual Cafu Barreto (PSD) fez duras críticas à atuação do Governo da Bahia no enfrentamento da seca e na execução de obras estruturantes, durante o evento SOS Seca, realizado nesta quinta-feira (5), em Irecê. O encontro foi promovido pela Fundação Índigo e reuniu lideranças políticas, produtores rurais e representantes da sociedade civil.
Em discurso, o parlamentar afirmou que o Estado tem falhado em apresentar respostas efetivas tanto para a crise hídrica quanto para a implantação de obras estratégicas, a exemplo de barragens, sobretudo nas regiões mais afetadas do semiárido.
“O governo do Estado não tem dado conta, não tem dado resposta, não só com relação à barragem, mas também com relação à seca. No ano passado, os produtores sofreram muito e não encontraram no governo um amparo”, declarou.
Segundo Cafu Barreto, as ações adotadas pelo Executivo estadual são paliativas e não correspondem à dimensão do problema enfrentado pelos agricultores. “A gente não quer migalha. Duzentos sacas de milho para uma cidade inteira não resolvem. Uma pipa de água sem trator para puxar não resolve. Isso não é política pública séria”, criticou.
O deputado também elogiou a participação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, a quem se referiu como “próximo governador”, e afirmou que a presença do líder político no evento sinaliza a existência de alternativas viáveis para enfrentar a crise no interior do estado.
“A vinda de Neto aqui mostrou que é possível fazer estudos estruturantes, buscar recursos no Estado, no governo federal, nos bancos ou até em organismos internacionais, sem lorota e sem mentira”, afirmou.
Cafu parabenizou ainda lideranças presentes, como Ciro Gomes, Paula Souto e o próprio ACM Neto, além da organização do evento, e destacou a relevância do debate promovido pela Fundação Índigo. “Eu não vim aqui participar de entrega simbólica. Vim participar de um debate sério. Saímos daqui com esperança, com a certeza de que é possível colocar alguém para governar a Bahia com compromisso real com a qualidade de vida das pessoas”, disse.
Para o parlamentar, o enfrentamento da crise hídrica exige uma abordagem integrada, que vá além do acesso à água e inclua investimentos em saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais, especialmente na macrorregião de Irecê. “Essa esperança está viva e está próxima. O que foi apresentado aqui mostrou o que é possível fazer e o que o povo quer ouvir”, concluiu.
