Em entrevista em Amargosa, candidato do União Brasil rebateu declaração do governador petista, prometeu presídios com disciplina rígida e garantiu criação da Governadoria da Segurança em 2027
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) partiu para o confronto direto contra o governador e adversário Jerônimo Rodrigues (PT) ao ser questionado sobre suas propostas para a segurança pública. Durante agenda política realizada neste sábado (5) no município de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, o ex-prefeito de Salvador reagiu a falas recentes do gestor estadual sobre a atuação das facções e garantiu que adotará uma postura de tolerância zero contra organizações criminosas a partir de janeiro de 2027.
Em entrevista ao portal regional Saj Sem Filtro, Neto sustentou que o controle do crime sobre cidades baianas decorre da omissão do comando do Executivo. “Eu penso diferente de Jerônimo, que essa semana disse que não quer botar bandido pra fora da Bahia, não. Vai pra fora da Bahia! Ou então vai estar preso na cadeia! Não vai ser essa pouca vergonha que é hoje no governo dele. E eu quero devolver a paz aos baianos com esse trabalho”, disparou o candidato oposicionista.
Como eixo estrutural de seu plano de governo, Neto detalhou a implementação da chamada “Governadoria da Segurança”, projeto que prevê a liderança direta do governador sobre as polícias Civil, Militar, Técnica e Penal. “É o governador presente para comandar as ações de integração das polícias, de usar a tecnologia, o que há de mais moderno na tecnologia do mundo para combater o crime organizado; de colocar os presídios da Bahia para trabalhar de verdade, para punir os presos, e não ser playground de bandido como é hoje”, afirmou.
O postulante do União Brasil citou episódios violentos registrados recentemente em Gandu e Porto Seguro para reforçar que o narcotráfico se expandiu pelo interior do estado. Segundo Neto, a resposta passa pela reestruturação salarial dos agentes de segurança e pela retomada de áreas dominadas por facções. “Usando o policial, a sua competência, a sua força, ele sendo valorizado, recebendo um salário digno, correto, tendo condições de trabalho, a gente retomar os territórios que hoje foram ocupados pelo crime organizado. As facções que não existiam na Bahia vieram pra cá, se instalaram e tão tomando conta. A gente tem que botar bandido ou na cadeia ou pra fora da Bahia”, finalizou.