Salvador, 12/01/2026 15:52

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“Não são pessoas desesperadas, são malandros”, diz comentarista político sobre criminosos

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O comentarista político Caio Coppolla criticou a “romantização da criminalidade” e o uso da pobreza como justificativa para ações criminosas. Ele pontuou que essa narrativa ignora a responsabilidade individual e contribui para a deterioração da segurança pública no país. As falas aconteceram durante o evento SOS Segurança, realizado nessa quinta-feira (5) em Salvador pela Fundação Índigo. 

“É extremamente arriscado e perigoso usar a pobreza como explicação para o crime. O Brasil é um país majoritariamente humilde, mas essa maioria é honesta e respeita a lei”, disse. “O criminoso é uma pessoa patologicamente egoísta, que quer levar vantagem. Não estamos falando de famintos, mas de ladrões que escolhem o caminho do crime”, complementou.

Na oportunidade, Coppolla citou dados que indicam até um milhão de furtos e roubos de celulares por ano no Brasil. “Isso representa mais de 100 crimes por hora. Não são pessoas desesperadas, são malandros”, disparou. 

O profissional pontuou ainda que o país vive uma situação de baixa taxa de desemprego, segundo dados do próprio IBGE, e que há ampliação dos programas de assistência social. De acordo com ele, o problema está na falta de disposição de parte da população em buscar o trabalho disponível. 

“A principal dor de dois terços das empresas é não encontrar mão de obra. A oferta existe, mas há quem opte por não aproveitá-la”, concluiu.

Além disso, Coppolla defendeu uma revisão na abordagem penal. “A pena não é só para ressocializar, mas para proteger a sociedade e cumprir uma função didática, demonstrando que há consequências para quem escolhe o caminho do crime”, disse. 

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