Salvador, 12/01/2026 07:36

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“Não pode ser uma decisão apenas do PL”, diz Ciro Nogueira sobre pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Ciro Nogueira
Foto: Pedro Franç/Agência Senado
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O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta segunda-feira (9), em Curitiba, que a definição sobre uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República não pode ser tomada de forma unilateral pelo PL. Para ele, a decisão precisa ser construída em conjunto com partidos aliados do campo de centro e direita.

Ciro afirmou ter grande proximidade com o senador Flávio Bolsonaro e que, se dependesse apenas de sua opinião pessoal, ele seria o candidato natural para suceder o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2026. No entanto, destacou que critérios objetivos precisam prevalecer.

“Se eu tivesse escolhido pessoalmente um candidato para suceder o presidente Bolsonaro, eu não tinha dúvida, era o senador Flávio pela minha relação próxima com ele. Só que política não se faz só com amizade, se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados”, disse o senador.

Segundo ele, uma definição isolada do PL não atende às exigências de competitividade do bloco oposicionista. “Isso não pode ser uma decisão apenas do PL, tem que ser uma decisão construída”, afirmou.

Busca por unidade no campo da direita

Ciro Nogueira defendeu que a oposição precisa se unificar para ter chances reais na eleição de 2026. “É muito importante unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque senão nós não vamos ganhar a eleição”, declarou.

O senador lembrou que, em sua avaliação inicial, os nomes mais capazes de unificar a chapa eram os dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.

“Eu já tinha externado anteriormente: os dois candidatos que poderiam unificar essa chapa eram o nome do governador Tarcísio, que era o mais forte, ou do governador Ratinho”, disse.

Apesar das ponderações, Ciro afirmou estar aberto a mudanças e reconheceu que o cenário político pode se alterar nos próximos meses. “Política é como nuvem, aquele momento também. Eu não sou senhor da razão e posso ser convencido, mas com argumentos e com critérios”, afirmou.

Para ele, a escolha precisa ser feita com responsabilidade e foco na disputa nacional. “O Brasil não pode perder a próxima eleição”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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