Salvador, 23/02/2026 20:36

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Muniz pede cautela e evita antecipar debate eleitoral na CMS

Foto: PAOP
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O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), adotou um discurso prudente nesta segunda-feira (23) ao comentar as articulações de vereadores da capital baiana de olho nas eleições de 2026.

De acordo com Muniz, ainda é cedo para tratar de possível vacância de cadeiras ou convocação de suplentes, já que o quadro definitivo de candidaturas só ficará claro após o encerramento da janela partidária e o prazo de desincompatibilização.

“Na realidade, eu não sei nem quantos vereadores serão candidatos, nós teremos essa realidade a partir do dia 5 de abril. São aqueles que vão dizer que são pré-candidatos”, pontuou o presidente.

Conforme avaliação preliminar feita por ele, o total de parlamentares interessados em disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) ou na Câmara dos Deputados ainda é pequeno diante do universo de 43 vereadores da Casa.

Muniz calcula que menos de 25% dos edis devem entrar na corrida eleitoral. “A realidade é que hoje nós temos no máximo 10 candidatos a deputado”, revelou, sinalizando que a maior parte dos vereadores tende a priorizar o fortalecimento das bases em Salvador em vez de buscar voos mais altos.

A estratégia do presidente é evitar que movimentações antecipadas provoquem uma espécie de “paralisia” nas atividades legislativas. Ele reforçou que a Câmara precisa manter o foco nas demandas da cidade e que qualquer conversa sobre suplência deve ocorrer apenas após o resultado das urnas.

“Aquele que se eleger, a gente só pode conversar sobre suplência depois da eleição de cada um. Então, se antecipar isso, não tem condição nenhuma”, sentenciou o dirigente.

A data de 5 de abril, citada por Muniz, é considerada decisiva no cenário político, pois marca tanto a definição das candidaturas quanto eventuais mudanças partidárias que podem alterar o equilíbrio das bancadas na CMS.

Até lá, o presidente pretende preservar a neutralidade institucional e assegurar que a tramitação de projetos relevantes para Salvador não seja prejudicada pelo clima eleitoral que começa a ganhar força nos bastidores do Paço Municipal.

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