O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (15) que a Lavagem do Senhor do Bonfim deve servir mais como um momento de celebração e paz do que como um termômetro definitivo do cenário político para as eleições de outubro. A declaração foi dada durante a caminhada que integra a programação da tradicional festa religiosa da capital baiana.
“Eu espero que seja uma caminhada de paz, como sempre foi, como sempre os baianos fizeram”, disse Muniz. Para ele, a avaliação política do evento cabe mais à imprensa do que aos próprios participantes. “Quem mais sabe disso são vocês da imprensa, que vão noticiar quem foi aplaudido, quem foi vaiado e o que houve em cada momento”, afirmou. Segundo o tucano, o fato de 2026 ser um ano eleitoral não deve contaminar a festa nem gerar tensões. “Não é porque o ano político vai ser uma caminhada que vá trazer problemas, principalmente para a população.”
Muniz também comentou as especulações sobre uma possível mudança partidária do senador Angelo Coronel (PSD), frequentemente citado em conversas sobre um eventual desembarque no PSDB. O presidente da Câmara minimizou a hipótese. “Na realidade, eu acho difícil. Nunca tivemos esse tipo de conversa dentro do PSDB”, disse. Ainda assim, adotou um tom conciliador ao afirmar que, caso o movimento se concretize, o partido estaria disposto a dialogar. “Se for algo que queira se realizar, tenho certeza que o PSDB estará de portas abertas.”
Questionado sobre a pré-candidatura do filho, Carlos Muniz Filho, a deputado federal, o vereador afirmou que o projeto ainda está em fase inicial. Segundo ele, a movimentação mais intensa deve começar após o Carnaval. “Não, na realidade é uma candidatura que vamos começar a trabalhar depois do Carnaval. Pode ter certeza que depois do Carnaval, sim, vai ser a todo vapor”, afirmou, acrescentando que espera ver o filho realizar esse objetivo político.
Muniz também tratou da possibilidade de continuar à frente da presidência da Câmara Municipal de Salvador. De acordo com ele, ainda são necessárias consultas jurídicas para confirmar a viabilidade da candidatura à reeleição. “As primeiras consultas dizem que eu posso ser o candidato”, afirmou. Caso a possibilidade se confirme, o tucano disse que pretende disputar o cargo novamente, citando resultados administrativos como justificativa.
Entre os principais pontos destacados, Muniz mencionou a devolução de recursos ao Executivo municipal. “Nunca houve uma devolução financeira como houve esse ano, quase R$ 55 milhões, uma devolução recorde”, disse. Para o presidente da Câmara, o dado demonstra cuidado com o uso do dinheiro público. “É sinal que nós tratamos o dinheiro público com respeito e, por isso, irei querer, sim, mais uma vez ser presidente.”

