Salvador, 11/01/2026 23:07

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Marta Rodrigues reage a consulta da prefeitura sobre o projeto de concessão da Orla de Salvador 

Foto: Ascom CMS
Projeto de lei (157/2020) que acrescenta ao Estatuto da Igualdade Racial e |Combate à Intolerância Religiosa de Salvador (Lei 9451/2019)
fallback user

Compartilhe:

google-news-follow

A vereadora Marta Rodrigues (PT)  criticou, nesta terça-feira (12), o tempo de duração da consulta pública sobre o projeto de concessão da Orla de Salvador e disse que a prefeitura quer executar o projeto a toque de caixa, desconsiderando   a exigência  legal  da participação popular, para conseguir lançar o edital em dezembro, conforme previsto. 

“O prefeito quer conceder a apenas uma empresa, por 30 anos, cerca de 34 quiosques e 70 tendas de um extenso trecho da orla. Mais uma vez ele está, de forma autoritária, decidido a não ouvir o que a cidade quer e a não levar em consideração os antigos permissionários e trabalhadores. A consulta esteve disponível por pouco mais de um mês e só teve apenas 44 opiniões”, disse. 

Segundo Marta, a prefeitura além de não ter realizado  uma audiência pública para debater o tema, finalizou a consulta virtual sem sequer publicizá-la para a sociedade. Ela ressalta que o edital está previsto para ser lançado em dezembro.  

“Deixou de fora moradores, antigos permissionários e demais setores da sociedade civil. É um resultado esdrúxulo e mostra que o prefeito quer  fazer o projeto a toque de caixa”, afirmou. 

A vereadora de Salvador destacou que o projeto vai pejotizar as concessionárias sem a participação das comunidades ao redor, sem ouvir a população e os trabalhadores que já atuam na região. Na opinião dela, o projeto seria a versão que o prefeito quer na orla do projeto de gentrificação já implantado na cidade. 

“Precisamos debater um projeto dessa magnitude, pois trata-se de conceder uma enorme faixa do litoral a uma única prestadora de serviço, terceirizando a mão-de-obra, se esquecendo dos antigos permissionários e de trabalhadores que outrora atuavam nas praias para tirar o sustento e a sobrevivência de suas famílias”, destacou. 

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade