Salvador, 13/10/2026 19:19

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Marqueteiro de Jerônimo faz críticas a comunicação do Governo Lula, mas aponta que vitória de Flávio vai levar o país ao abismo

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O publicitário Sérgio Guerra, responsável pela estratégia de comunicação que levou à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), fez críticas à condução política e eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (13), ele apontou falhas na estratégia petista, mas defendeu a permanência do presidente no Palácio do Planalto e convocou uma mobilização para barrar a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na avaliação de Guerra, a aposta na polarização e no identitarismo, em detrimento do diálogo e da conciliação, contribuiu para um cenário de dificuldades políticas.

O publicitário também cobrou uma campanha capaz de apresentar propostas concretas e perspectivas para o país, em vez de se limitar à disputa entre os dois campos políticos.

Apesar das ressalvas à atuação do governo e à comunicação eleitoral, Guerra demonstrou preocupação com a possibilidade de uma vitória de Flávio Bolsonaro. Ele citou riscos de ampliação do acesso a armas, retrocessos nas áreas de saúde e educação, redução de investimentos em pesquisa e agravamento da discriminação contra nordestinos.

O publicitário também relacionou suas preocupações à condução do segundo mandato do presidente norte-americano Donald Trump. Para ele, uma eventual gestão de Flávio poderia aprofundar um ambiente de perseguição política, hostilidade e revanchismo.

“Se o Flávio ganhar, as consequências serão devastadoras. Um governo de perseguição, ódio e vingança”, afirmou.

Guerra ainda contestou a estratégia de concentrar esforços apenas na redução da abstenção eleitoral. Na avaliação dele, a campanha de Lula precisa ampliar sua interlocução para além dos apoiadores já convencidos e conquistar eleitores que ainda não definiram o voto.

“Achar que vamos resolver a eleição apenas com esforço contra a abstenção é ilusão. Precisamos mesmo sair da bolha e virar voto”, declarou.

Ao justificar o apoio à continuidade de Lula, mesmo diante das críticas, o marqueteiro afirmou que a disputa ultrapassa a figura do presidente e envolve os rumos políticos e sociais do Brasil. “Não é pelo Lula, é por nós”, concluiu.

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