A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou nesta quarta-feira (30) de uma audiência na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre os cachês recebidos durante o Carnaval de 2025. Deputados questionaram a participação da cantora em sete apresentações realizadas entre os dias 27 de fevereiro e 4 de março, sendo três financiadas pelas prefeituras de Salvador e Fortaleza, três com apoio do governo da Bahia e uma de iniciativa privada. Segundo apuração da coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles, a artista recebeu R$ 640 mil pelas apresentações.
Durante a sessão, Margareth garantiu que exerce o cargo de ministra em tempo integral e que os shows foram realizados fora de seu expediente. Ela também destacou que não recebeu recursos federais para suas apresentações carnavalescas, esclarecendo que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) vetou qualquer pagamento com verba da União. A ministra frisou que todas as atividades ocorreram de forma compatível com as exigências do cargo que ocupa.
“Em nenhum momento usei o cargo de ministra da Cultura para fazer shows. Se eu tivesse esse tipo de comportamento, eu poderia fazer muito mais shows”, declarou. Margareth ainda reforçou sua trajetória artística e o respeito à sua profissão. “Tenho 38 anos de carreira. Eu não faço isso, eu não preciso disso”, completou, ao rechaçar acusações de uso político da função pública.
Apesar das explicações, parte dos parlamentares classificou a situação como “imoral” e alegou possível conflito de interesses. Os questionamentos se baseiam na visibilidade e influência associadas ao cargo ministerial, mesmo em eventos que não envolvem diretamente o governo federal. A ministra, no entanto, manteve a posição de que atuou de maneira ética e dentro dos limites legais estabelecidos.
