O secretário de Comunicação do governo da Bahia, Marcus Di Flora, destacou a campanha estadual de combate à violência contra a mulher como uma resposta direta a dados que classificou como alarmantes. A iniciativa, segundo ele, foi pensada para ocupar espaços de grande visibilidade e dialogar com públicos amplos, especialmente durante eventos esportivos de grande audiência.
“A campanha do governo da Bahia de combate à violência contra a mulher, em parceria com a Federação Baiana de Futebol e a TVE, com ampla divulgação durante as partidas do Baianão 2026, nas TVs, rádios e também dentro dos estádios”, escreveu o secretário em suas redes sociais ao apresentar a ação.
Di Flora afirmou que a escolha do Campeonato Baiano como uma das principais vitrines da campanha não é casual. De acordo com ele, levantamentos indicam um aumento expressivo da violência de gênero em dias de jogos, o que reforça a necessidade de enfrentamento público do problema. “A violência contra a mulher crescer 25% nos dias de futebol não é normal”, acrescentou.
À frente da estratégia de comunicação do governo, o secretário tem defendido que a publicidade institucional também cumpra um papel social. Para ele, utilizar o futebol — um dos principais fenômenos culturais do estado — é uma forma de levar a mensagem a ambientes historicamente marcados pela predominância masculina e onde o tema nem sempre é debatido.
A campanha integra um conjunto mais amplo de políticas do governo baiano voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com ações de conscientização, divulgação de canais de denúncia e fortalecimento da rede de proteção. Ao enfatizar os números e a visibilidade do Baianão, Di Flora sustenta que a proposta é “romper a naturalização da violência” e reforçar que o problema exige resposta contínua do poder público e da sociedade.

