Salvador, 12/03/2026 06:29

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Marcus di Flora alerta para uso político da desinformação e defende ação conjunta contra fake news

Foto: PAOP
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O secretário de Comunicação da Bahia, Marcus di Flora, colocou o combate à desinformação no centro do debate durante o seminário realizado pela Associação Comercial da Bahia (ACB) nesta quinta-feira (4), em Salvador. O evento reuniu lideranças do setor produtivo, especialistas e profissionais da imprensa para discutir os impactos das novas tecnologias, a integridade da informação e os desafios da comunicação diante da TV 3.0 e das plataformas digitais.

Di Flora afirmou que a comunicação passou a ocupar espaço decisivo na vida pública e privada dos brasileiros, impulsionada pela expansão das redes sociais e pela velocidade da circulação de conteúdos. Para ele, a pressão tecnológica impõe novos cuidados a famílias, governos e empresas.

“É uma iniciativa importantíssima, porque hoje a comunicação ocupa cada vez mais um espaço não só na vida pública, mas na vida privada das pessoas também, com o advento das redes sociais, da internet. Esse tema é hoje assunto de conversas de pai e mãe, mas também conversas do setor público, do setor privado, que se preocupam com um ambiente mais saudável face a esses avanços tecnológicos que a gente tem vivenciado”, disse.

Ao comentar a atuação da comunicação do governo num cenário em que a Bahia lidera investimentos nacionais e mantém alta aprovação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário afirmou que o foco continua na prestação de contas e na eficiência da gestão. “O desafio é sempre o desafio de oferecer os melhores serviços para a população, de realizar as melhores obras, de prestar contas de maneira transparente para a população”, afirmou. Segundo ele, essa diretriz segue o perfil do governador, “que dita o caminho que o governo tem seguido”.

Com a proximidade das eleições municipais e a ampliação do uso de inteligência artificial, di Flora demonstrou preocupação com a manipulação de conteúdos e o uso político de tecnologias cada vez mais sofisticadas. “É uma preocupação crescente, ainda mais agora com inteligência artificial e outros recursos mais sofisticados. (…) A eleição é um momento de polarização muito grande e setores que têm pouco compromisso com a democracia certamente tendem a usar de maneira negativa esse recurso”, afirmou.

O secretário defendeu que o enfrentamento às fake news deve envolver múltiplas instituições — públicas e privadas — e a sociedade civil. “Não são quatro mãos, mas milhões de mãos que precisam ser utilizadas para enfrentar uma ação tão ampla como o processo de desinformação na nossa sociedade”, disse.

Ele lembrou que o governo baiano mantém o programa Bahia Contra o Fake, voltado a monitorar, desmentir conteúdos falsos e acionar autoridades competentes. Segundo di Flora, o enfrentamento só será efetivo se houver participação ativa do Judiciário, Ministério Público, órgãos de controle, Legislativo e da imprensa. “A mídia tem papel central, já que as fake news descredenciam a circulação de informação por um canal tão importante quanto a internet”, afirmou.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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