O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou nesta segunda-feira (3) que as polícias baianas mantêm uma articulação permanente com as forças de segurança do Rio de Janeiro desde o início da megaoperação deflagrada no estado fluminense na semana passada. Segundo ele, a cooperação tem sido fundamental para o intercâmbio de informações de inteligência e para a identificação criminal de suspeitos com atuação em diferentes estados.
“Desde o início da deflagração da operação, nós estamos dialogando com eles, não só em troca de informações de inteligência, mas também nas identificações criminais pelos dois institutos de identificação da Bahia e do Rio de Janeiro. Já tínhamos uma ação coordenada, inclusive, recentemente, eles anunciaram no disque-denúncia do Rio de Janeiro pessoas que constam no nosso Baralho do Crime”, explicou o secretário.
Werner informou que cerca de 30 baianos estão envolvidos nas investigações relacionadas à operação — 12 foram mortos em confronto e mais de 20 estão presos. Ele destacou que a integração entre os estados tem sido decisiva para alcançar lideranças criminosas com atuação interestadual.
“A gente vem fortalecendo essa integração, não só Bahia e Rio, mas também com outros estados, diante da associação das grandes facções do país com as organizações locais. Esse esforço resultou na captura de mais de 170 lideranças, metade delas fora da Bahia, o que mostra a importância do compartilhamento de informações e da atuação coordenada”, afirmou.
De acordo com o secretário, somente em 2025 a Bahia já realizou mais de 350 operações, com aumento no número de prisões, apreensão de armas e drogas e redução dos índices de criminalidade.
“É com essa tônica que a gente vai continuar trabalhando, fortalecendo as ações integradas e ampliando os resultados para garantir mais segurança à população”, completou Werner.
O secretário concedeu as declarações durante a abertura oficial do Mês Nacional do Júri 2025, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em Salvador. O evento contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

