O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, reafirmou nesta quarta-feira (4) que as forças de segurança vão identificar e responsabilizar todos os envolvidos no assassinato do cabo PM Glauber Rosa Santos, ocorrido no Complexo do Nordeste de Amaralina. Em coletiva, o gestor ressaltou a dor da corporação, mas garantiu que as ações policiais seguem intensas e sem interrupção.
“Seguimos investindo, seguimos enlutados, seguimos solidários à família, à Polícia Militar e aos colegas. Logicamente que a gente vai seguir sem trégua até chegar a todos os responsáveis”, afirmou Werner, destacando que o policiamento especializado continuará atuando tanto na capital quanto no interior.
Como resposta imediata ao crime, o secretário informou que oito criminosos foram atingidos em confrontos durante operações recentes, com apreensão de armas e drogas. Em um dos casos mais críticos, um suspeito foi detido após manter o próprio filho em cárcere privado na tentativa de escapar da prisão.
Werner também evidenciou os resultados da Operação Forja Clandestina, que desmantelou uma fábrica ilegal de armas. “Esse local era destinado à fabricação clandestina de armas para alimentar as facções. Esse é o nosso trabalho: o enfrentamento diário contra esses grupos”, disse o secretário.
Entre os avanços recentes, Werner confirmou a captura de Cosme Câmara de Oliveira Filho, o “Pilão”, um dos líderes criminosos com atuação no sul da Bahia. O criminoso, listado no Baralho do Crime da SSP como o “7 de Espadas”, foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em uma operação coordenada entre Polícia Federal, Polícia Civil e autoridades internacionais.
“Acabei de receber informação de uma liderança que foi alcançada na Bolívia, com o trabalho da Polícia Civil, da Polícia Militar do Rio e da Bahia, logicamente da Polícia Federal e das autoridades bolivianas”, comemorou Werner, destacando a importância da cooperação entre agências.
Encerrando sua declaração, o secretário reforçou que todas as medidas têm como objetivo proteger a população baiana e desarticular organizações criminosas, com inteligência policial adaptável às demandas identificadas em campo.
“Esse é um trabalho que a gente está fazendo a favor da população, contra as facções, para que a gente possa, dia a dia, diminuir os índices criminais”, concluiu Marcelo Werner, assegurando que a segurança pública seguirá atuando com firmeza, especialmente durante o Carnaval.
