Ao projetar o cenário nacional na Bahia, deputado federal destaca que o controle da máquina pública concede prioridade estrutural na disputa majoritária.
Ao analisar a repetição do cenário eleitoral de 2022 em solo baiano para a disputa presidencial, o deputado federal Jonga Bacelar (PL-BA) destacou o peso significativo do controle da máquina pública na balança eleitoral. Em declaração concedida nesta segunda-feira (15 de junho de 2026), em Salvador, o parlamentar apontou que o governante que busca a reeleição entra na disputa com uma vantagem competitiva natural.
Bacelar relembrou que a atual configuração das forças políticas já vinha sendo desenhada nos bastidores nos últimos meses. “Eu já lhe disse isso, né? Eu acho que há três meses atrás nós falamos. O que está acontecendo agora foi já… era uma previsão do que eu tinha dito a vocês há três meses atrás. Se não me engano, foi até na região de Irecê que nós conversamos”, pontuou o parlamentar.
De acordo com a avaliação do deputado, o favoritismo do atual mandatário reside justamente no uso dos recursos governamentais, uma realidade tradicional da política brasileira. “Eu acho que o presidente que está sentado na cadeira tem um favoritismo. É, máquina é máquina”, disparou Bacelar. Apesar de prever um embate polarizado e acirrado até o último voto, ele reforçou sua tese: “Vai ser uma eleição disputada, palma a palma, mas acho que quem está na cadeira, queira ou não queira, pelo poder da máquina, leva um pouco mais de prioridade”, concluiu.
