Secretário de Segurança Pública da Bahia defende soberania nacional diante de decisão dos Estados Unidos de classificar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas.
Em Salvador, nesta sexta-feira, dia 29 de maio de 2026, o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que a recém-promulgada lei estadual antifacção possui penalidades mais severas do que a própria Lei Antiterrorismo federal de 2016. Durante a solenidade da Comenda 2 de Julho na Assembleia Legislativa da Bahia, o chefe da pasta foi questionado sobre os planos do governo dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como entidades terroristas a partir de junho. Werner ressaltou a necessidade imediata de preservar a soberania do país: “Independentemente desse desdobramento dos Estados Unidos, o que a gente tem que estar atento é que esse desdobramento não interfira de nenhuma forma na soberania nacional”.
Para o secretário, a movimentação internacional é válida desde que o objetivo central seja a ampliação do compartilhamento de dados de inteligência e a cooperação entre as polícias, mencionando como exemplo de sucesso a recente captura de seis foragidos baianos na Bolívia. Werner defendeu a robustez técnica do texto baiano ao enfatizar que as punições locais superam marcos regulatórios anteriores: “Essa lei, si fizer uma análise técnica, a própria lei, na verdade, as penas são mais duras do que a lei antiterrorismo que foi promulgada em 2016”.
