Gestora técnica explica distinção entre urgência hospitalar e procedimentos ambulatoriais e apresenta mutirões itinerantes com dez carretas da saúde da mulher.
A divisão de responsabilidades entre Estado e municípios na gestão do Sistema Único de Saúde foi detalhada pela secretária Roberta Santana nesta quarta-feira (21). No programa Giro Baiana, a titular da Sesab apontou que o debate público frequentemente confunde a regulação de leitos hospitalares com as filas para exames e cirurgias eletivas.
Com formação acadêmica voltada à gestão de processos, Roberta explicou a dinâmica dos fluxos assistenciais. “Temos a regulação de urgência e emergência, voltada aos pacientes em UPAs que precisam de internamento hospitalar, e a fila de exames e consultas ambulatoriais, que na sua grande maioria é de competência municipal. O Estado atua de forma complementar para socorrer as prefeituras”, pontuou.
A secretária exibiu dados dos mutirões estaduais realizados nos últimos anos para reduzir a demanda represada. “Nos últimos quatro anos operamos mais de 600 mil cirurgias eletivas, incluindo procedimentos complexos como redução de mama não estética. Além disso, colocamos dez carretas da saúde da mulher rodando o estado e abrimos as policlínicas aos fins de semana para consultas com especialistas”, ressaltou.