Em entrevista à Record, presidente afirmou que ninguém está impune no governo, defendeu apuração rigorosa sobre suspeitas envolvendo Lulinha e relembrou impacto familiar de investigações passadas.
Em entrevista concedida no Palácio da Alvorada, em Brasília, veiculada pela Record neste domingo (24 de agosto), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordou as recentes suspeitas envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio. Lula enfatizou que seu papel como chefe de Estado não é de julgador ou policial, mas de garantir a apuração irrestrita dos fatos.
“O que eu digo para você eu digo para meus filhos, eu digo para qualquer pessoa: todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém vai ter que ser investigado. E eu não sou um presidente que tento proibir investigação”, declarou.
O presidente reforçou que seu filho precisará comprovar sua inocência perante a Justiça e relembrou o desgaste enfrentado por sua família durante a Operação Lava Jato: “Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele. E ele sabe disso porque sabe o que eu vivi, conviveu comigo 40 anos, sabe que a mãe dele morreu por causa da Lava-Jato. Então, é o seguinte: só ele sabe a verdade, então que a diga publicamente, que se defenda”.