Salvador, 26/03/2026 15:00

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Lula deve indicar Messias ao STF e nomear Boulos ministro até terça

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar até terça-feira (21) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o STF (Supremo Tribunal Federal). A definição será feita antes da viagem presidencial à Indonésia e à Malásia. No mesmo período, Lula também pretende formalizar a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A indicação de Messias ocupará a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Lula intensificou nas últimas semanas as conversas com ministros do Supremo para avaliar o perfil mais adequado ao posto. O presidente recebeu Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes na terça-feira (14), em Brasília.

Os magistrados relataram que a Corte deve continuar sendo alvo de ataques e defenderam um nome “firme” na proteção da democracia e das instituições. Embora Messias tenha a simpatia do Palácio do Planalto, ministros demonstraram preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), advogado de formação e próximo ao Supremo desde que presidiu o Congresso Nacional.

Na sexta-feira (17), Lula recebeu Barroso no Palácio da Alvorada. Segundo relatos, o ministro considerou Messias, Pacheco e Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), preparados para a vaga.

A escolha de Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência será oficializada após meses de especulações. O deputado foi informado da decisão nos últimos dias, assim como Márcio Macêdo, atual titular da pasta.

A nomeação é considerada estratégica pelo governo. Lula aposta na presença de Boulos no Planalto para fortalecer a mobilização da base de esquerda, especialmente após as manifestações lideradas por ele contra a PEC da Blindagem e anistia. A entrada do deputado também amplia sua projeção nacional e aproxima o governo do eleitorado jovem.

Não há prazo definido para a permanência de Boulos no cargo. A possibilidade de desincompatibilização para disputar eleições futuras permanece em aberto, assim como para outros ministros cotados para sair do governo antes do próximo pleito.

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