O presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, falou nesta sexta-feira (20) sobre as negociações envolvendo a possível filiação de integrantes da família do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB).
Lúcio deixou claro que o interesse principal da legenda não está no próprio Muniz, mas em seu filho, dentro da estratégia de formar uma chapa competitiva para as eleições de 2026. “Eu não creio que o Carlos Muniz, o pai, saia do PSDB. Quem vai migrar, por uma questão de chapa, é o filho. Muniz já declarou: ‘eu quero eleger meu filho'”, afirmou o emedebista.
Lúcio também fez críticas ao cenário atual da janela partidária, classificando como irreais muitas das promessas feitas por outras siglas. Segundo ele, há uma espécie de disputa baseada em ofertas exageradas que não se sustentam na prática eleitoral.
“Está difícil escolher o partido que está oferecendo o céu até acabar o prazo da filiação. O cara diz: ‘partido tal me ofereceu tantos milhões de fundo’. Eu digo: então vá para ele”, ironizou o dirigente.
Na avaliação do ex-deputado, o MDB adota uma linha diferente, focada na viabilidade concreta de eleger seus candidatos, sem recorrer a promessas de transferência artificial de votos. Ele questionou a coerência de partidos que garantem desempenhos eleitorais elevados a novos filiados sem sequer terem força consolidada.
“O partido me diz que vai me dar 30 mil votos. Eu não estou tendo 30 mil votos para o próprio partido, como é que ele vai tirar para dar para o cara?”, provocou.
Esse movimento reforça a tentativa do MDB de se firmar como uma alternativa mais realista para candidatos que buscam segurança política e eleitoral em 2026. Ao final, Lúcio destacou que o diálogo com Carlos Muniz ocorre de forma transparente, sem promessas infladas ou disputas por recursos partidários.
“Eu tenho que mostrar a ele que aqui é o melhor partido para o filho se eleger”, concluiu, indicando que a decisão final está nas mãos do presidente da Câmara de Salvador.
