O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, afirmou nesta segunda-feira (19) que a nova rodoviária de Salvador simboliza o perfil do governo Jerônimo Rodrigues (PT), marcado pela entrega de obras estruturantes e pela ampliação da mobilidade urbana. A declaração foi feita durante a inauguração do equipamento, que recebeu investimento de quase R$ 300 milhões.
Segundo Loyola, o complexo vai concentrar diferentes modais de transporte e deve se tornar um dos principais polos de circulação da capital. “O governador é a presença e as entregas. Uma obra gigante na rodoviária. Nós entregamos, mês passado, mais um terminal de ônibus aqui do lado. Nós temos aqui a rodoviária Joia da Coroa. Nós vamos ligar os três sistemas de transporte, os três modais de transporte”, afirmou.
O secretário destacou a integração entre metrô, ônibus urbanos e metropolitanos, além da futura chegada do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). “Vamos ligar metrô, ônibus urbanos e metropolitanos e logo logo vai passar o VLT. E aí vai aumentar o choro da oposição”, disse, em tom crítico. “Vai ter que continuar criticando, mas vai ter que aplaudir muito, porque as várias entregas estão em vários lugares da Bahia”, completou.
Loyola comparou a estrutura do novo terminal à de um aeroporto e ressaltou o impacto social da obra. “Uma rodoviária que parece um aeroporto, moderna, com muito mais dignidade. Não só para o soteropolitano, mas também para todos os baianos”, afirmou.
Ao ser questionado sobre o cenário político e as definições da chapa governista para as próximas eleições, Loyola comentou declarações recentes do senador Otto Alencar (PSD), que mencionou riscos de uma eventual chapa “puro-sangue”, em referência ao pleito de 2006. Para o secretário, o paralelo não se sustenta. “As eleições nunca são iguais. O paralelo de 2006… então vou puxar o paralelo de 90, de 94, de 98, de 2002. Todos aí foram chapas puro-sangue”, afirmou.
Ele lembrou ainda disputas eleitorais anteriores na Bahia para reforçar que a composição das chapas depende do contexto político de cada período. “Em 1986, o Valdir fez os dois senadores, Jutair e Rui Bacelar. Então, veja, é o momento. Nós estamos conversando, nós não fechamos chapa ainda”, disse.
Segundo Loyola, o grupo governista vive um momento de conforto político, com mais nomes do que vagas disponíveis. “É um luxo. Nós temos três grandes nomes para duas vagas. Nós vamos conversar com nossa base aliada, com todos os partidos, e nós vamos apresentar à população da Bahia uma chapa mais competitiva para continuar governando a Bahia e o Brasil”, afirmou.
Sobre rumores de uma possível candidatura avulsa do senador Angelo Coronel (PSD), caso não seja contemplado na chapa majoritária, Loyola afirmou que o governo trabalha para manter a unidade do grupo. “Nós sairemos unidos. Candidatura avulsa, todos sabem, não é uma boa coisa”, disse.
Ele reforçou a importância de uma estratégia conjunta, especialmente na disputa pelo Senado. “Todas as eleições a gente trabalha o voto casado, trabalha o projeto político. O Senado é importante também para o presidente Lula e para a Bahia”, afirmou. “Então nós vamos trabalhar, se for o senador Coronel, se for o ministro Rui Costa, nós estaremos juntos, tanto um quanto outro”, concluiu.
