O deputado federal Leo Prates anunciou nesta terça-feira (17) sua saída do Partido Democrático Trabalhista (PDT), alegando incompatibilidade política após a aproximação da sigla com o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.
Em carta aberta, o parlamentar afirmou que a mudança de posicionamento do partido no estado tornou inviável sua permanência, já que sua trajetória política está vinculada ao campo de oposição ao governo estadual.
“Saio com o coração dilacerado”, escreveu, ao destacar que sempre atuou alinhado ao grupo oposicionista.
Prates ingressou no PDT em 2020, com o objetivo de fortalecer a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. No texto, ele relembra o período na legenda e cita o apoio de lideranças como o ministro da Previdência, Carlos Lupi, e o deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente do partido na Bahia.
O deputado também menciona sua atuação como ex-secretário de Saúde de Salvador e o comando da Comissão de Trabalho na Câmara como marcos de sua passagem pela sigla.
A saída ocorre após sinais públicos de desgaste com o PDT. Em janeiro, durante agenda em Salvador, Prates já havia indicado incômodo com a adesão do partido à base de Jerônimo e revelou diálogo com o Republicanos, ao qual se referiu como um “namoro” antigo.
Aliado do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e do prefeito Bruno Reis (União Brasil), o deputado tem defendido a candidatura do grupo ao governo da Bahia em 2026.
A movimentação ocorre durante a janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato. O prazo, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), começou em 5 de março e segue até 3 de abril.
A regra vale para deputados federais e estaduais em fim de mandato e é considerada uma exceção à legislação sobre fidelidade partidária, permitindo a reorganização das bancadas antes das eleições de 2026.
