O deputado federal Léo Prates afirmou divergir da decisão do PDT na Bahia de se aproximar politicamente do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou o movimento como um erro estratégico. Embora tenha dito respeitar a posição da direção partidária, o parlamentar demonstrou preocupação com os impactos da aliança sobre acordos firmados recentemente.
“Divirjo desse posicionamento. Respeito, mas acho um equívoco”, declarou.
O PDT voltou à base do PT no estado em abril do ano passado, retomando uma aliança que havia sido interrompida após a eleição do ex-governador Jaques Wagner (PT), em 2006. Para Prates, a mudança ocorre em um momento delicado, após a construção de alianças nas eleições municipais ao lado do grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB).
“Em Salvador estivemos com Bruno Reis, inclusive indicando a vice-prefeita Ana Paula Matos. Em Vitória da Conquista, com Sheila Lemos. Vamos desmontar tudo o que foi criado na eleição municipal?”, questionou.
O deputado também alertou para o risco de desfiliações diante do novo arranjo político. “O PDT pode sofrer baixas importantes. Espero que eu esteja errado”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é de que a legenda mantenha relevância política, independentemente de sua decisão pessoal sobre permanecer ou não no partido.
