O dirigente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na Bahia, Kleber Rosa, afirmou que o partido deve preservar sua autonomia política diante do convite formal feito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para a construção de uma federação partidária visando as eleições de 2026.
Em publicação nas redes sociais, o psolista informou que a direção nacional da legenda vai se reunir no próximo fim de semana para discutir o tema. “No próximo final de semana, a direção nacional do PSOL se reúne para debater o convite formal feito pelo PT para a construção de uma federação partidária”, escreveu.
Kleber defendeu que a sigla mantenha independência organizativa, mesmo diante da possibilidade de alianças eleitorais. “Nossa posição é clara: o PSOL deve preservar sua autonomia política e manter uma tática eleitoral independente, sem integrar uma federação liderada pelo PT. A independência organizativa é parte da nossa identidade e da nossa estratégia.”
Ao mesmo tempo, o dirigente reconheceu a necessidade de articulação no campo da esquerda para o pleito presidencial. “Ao mesmo tempo, compreendemos que, em 2026, será fundamental estarmos coligados para garantir a reeleição do presidente Lula. Derrotar o avanço da direita e assegurar direitos sociais, democracia e segurança para o nosso povo exige responsabilidade histórica.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar a recondução ao cargo em 2026, em um cenário ainda indefinido de alianças partidárias. A discussão sobre federação envolve compromissos programáticos e atuação conjunta por pelo menos quatro anos, o que tem gerado divergências internas em partidos da base governista.
Kleber Rosa também reiterou as principais bandeiras defendidas pelo PSOL. “Seguiremos defendendo nossas bandeiras: fim da escala 6×1, tarifa zero no transporte público e a taxação dos bilionários e das plataformas de apostas. Autonomia, unidade tática e compromisso com o Brasil que coloca o povo em primeiro lugar”, escreveu.
A decisão da direção nacional do PSOL poderá influenciar o desenho das alianças no campo progressista e o formato da estratégia eleitoral da esquerda para 2026.
