A secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira, anunciou nesta segunda-feira (26) o início do processo de revisão do Plano Estadual de Habitação (Planehab), durante entrevista à imprensa. A atualização do documento atende ao que determina a legislação, que prevê a revisão a cada dez anos.
Segundo a secretária, a Sedur já iniciou os trabalhos em conjunto com técnicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), instituição contratada para conduzir o processo. “Hoje, nos reunimos com os técnicos da USP, da Escola Politécnica da USP, que foi a que contratamos para fazer a revisão do Plano Estadual de Habitação, o PLANEHAB”, afirmou.
Jusmari destacou que o objetivo é construir um diagnóstico fiel da realidade habitacional da Bahia, com dados consistentes e propostas viáveis para garantir moradia digna à população. “Nós estamos elaborando uma metodologia de alcançar no estado da Bahia os números mais reais possíveis, as situações mais reais possíveis e as proposições de projetos mais reais possíveis para a solução da moradia digna para os baianos”, explicou.
De acordo com a gestora, o novo plano será desenvolvido de forma totalmente participativa, envolvendo diferentes setores da sociedade. “Nós estamos preparando junto com eles um plano totalmente participativo. Nós vamos mobilizar agentes comunitários, vamos mobilizar agentes territoriais e públicos municipais”, disse.
A secretária ressaltou que a intenção é ouvir diretamente a população sobre suas necessidades e expectativas em relação à moradia. “Para que a gente possa também sentir da comunidade baiana o que eles pensam para as moradias do futuro, de que forma que nós vamos preparar o futuro das moradias do estado da Bahia”, completou.
Jusmari Oliveira reconheceu que o desafio é grande, mas demonstrou confiança no trabalho técnico desenvolvido. “É um desafio muito grande, mas que nós com esse apoio técnico… esperamos entregar para o estado da Bahia, através do governo estadual, uma visão e um raio-x, uma radiografia do que a Bahia tem, do que a Bahia precisa ter no setor de moradia para o futuro de pelo menos mais 10 anos”, concluiu