O vereador Jorge Araújo afirmou que a Secretaria Municipal da Educação precisa adotar “providências urgentes” em relação à direção de uma escola pública de Salvador após a repercussão de um episódio em que uma mãe foi impedida de entrar na unidade para acompanhar a formatura da filha. O parlamentar se manifestou nesta semana ao comentar o caso e acabou se mobilizando para garantir a realização da cerimônia da estudante fora do ambiente escolar.
“Isso não se faz com ninguém, muito menos com uma criança indefesa”, disse Araújo, ao classificar o episódio como “emocionante” e inadequado. Segundo ele, a situação expôs a necessidade de discutir a organização das formaturas na rede pública de ensino.
O caso ganhou visibilidade depois que a mãe relatou ter sido barrada na porta da escola no dia da cerimônia. Diante da repercussão, o vereador articulou a realização de uma festa de formatura para a aluna, assegurando que o momento simbólico fosse vivido pela criança e pela família.
Para Araújo, a discussão vai além do episódio específico e envolve a responsabilidade pela realização das formaturas. “Há um debate público sobre isso. Em algumas situações, mães e pais assumem a organização das formaturas na rede municipal, na estadual e até na particular”, afirmou. Ele defendeu que a Secretaria da Educação avalie a possibilidade de assumir ou apoiar esses eventos de forma institucional.
“Não sei se a própria Secretaria da Educação pode entrar fazendo essas formaturas espalhadas pelo município, com um custo que vá agregar e somar para essas crianças”, disse. Segundo o vereador, a formatura representa um marco afetivo importante. “Imagine a primeira formatura. São memórias que você vai guardar para o resto da vida.”
Ao comentar o desfecho do caso, Araújo afirmou que o resultado foi positivo para a criança. “O bom de tudo isso é que ela está feliz, está alegre e, graças a Deus, deu tudo certo”, concluiu.
