O deputado estadual Jordávio Ramos (PSDB) afirmou nesta terça-feira (9) que as mudanças anunciadas para o Planserv representam um avanço, mas ainda estão aquém do necessário para garantir um atendimento adequado aos servidores estaduais, sobretudo no interior da Bahia. O parlamentar tem sido uma das vozes mais críticas à gestão do plano e diz acompanhar o tema “há meses”.
Segundo Jordávio, o aumento gradual da contribuição do governo ao Planserv, que chegará a 4% somente em 2027, é resultado da pressão feita pela Assembleia. Ainda assim, o deputado considera que o percentual deveria ser maior, como já ocorreu em gestões anteriores.
“A pauta do Planserv, vocês me acompanham bem aqui, foi uma pauta que há meses a gente vem batendo na tecla, apertando. (…) A gente vai ter o aumento da contribuição do governo, apesar de que ainda não é, como já foi em outros momentos, de 5%, mas no ano de 2027 já chega a 4%, já é uma conquista nossa”, afirmou.
Reajuste para usuários e equilíbrio financeiro
Jordávio disse ter recebido do novo diretor do Planserv a garantia de que o reajuste da contribuição dos servidores será proporcional à renda. Ele afirma que a medida é necessária para recompor o caixa do plano e ampliar o atendimento à categoria.
“Vai ter um reajuste do contribuinte, eles me garantiram que de forma proporcional, quem ganha mais vai contribuir mais, quem ganha menos vai contribuir menos. (…) O Planserv precisava aumentar o faturamento para que a gente melhorasse a cobertura e o atendimento aos servidores”, disse.
O tucano voltou a destacar a precariedade da rede credenciada fora de Salvador. Para ele, esse deve ser o foco da reestruturação anunciada pelo governo.
“De fato, eu presencio o vazio do interior, ele é muito forte, foi até citado pelo governador, e precisa melhorar. Eu espero que dentro desse faturamento, dentro dessa reestruturação, tenha um olhar melhor para o interior”, afirmou.
Jordávio disse que seguirá monitorando as mudanças administrativas e cobrando que o governo aplique os novos recursos prioritariamente nas regiões mais desassistidas.
