Ex-ministro da Cidadania afirma que benefício mínimo passou de R$ 180 para R$ 600 durante sua gestão e destaca força-tarefa para concluir obras inacabadas
O presidente do PL na Bahia, João Roma, reivindicou para o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o aumento do valor mínimo do Bolsa Família, durante sua passagem pelo Ministério da Cidadania. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, Roma criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar as políticas sociais e a condução de obras públicas.
Segundo o ex-ministro, o governo Bolsonaro reestruturou o programa de transferência de renda e elevou o benefício mínimo de aproximadamente R$ 180 para R$ 600. Roma também afirmou que, em determinadas situações, famílias chegaram a receber R$ 1.200 ou mais, conforme os critérios de pagamento vigentes à época.
“Nós não só reestruturamos, fortalecemos, como mais do que triplicamos o valor do Bolsa Família. Foi a última vez que houve um aumento considerável do programa”, declarou.
Roma também fez referência a uma declaração atribuída a Lula sobre os reajustes do benefício nos últimos anos. Na avaliação do dirigente do PL, o aumento mais expressivo ocorreu durante a gestão Bolsonaro, período em que ele comandou a pasta responsável pela política social.
“Esse aumento, quando ocorreu, foi justamente no governo do presidente Bolsonaro, eu era ministro, e passamos o mínimo do programa social, que era uma média, na época, de R$ 180, para um mínimo de R$ 600, com muitas pessoas ganhando, inclusive, R$ 1.200 e até mais, a depender dos condicionantes”, afirmou.
João Roma destaca conclusão de obras no governo Bolsonaro
Além do programa social, Roma relembrou a orientação de Bolsonaro para priorizar a conclusão de empreendimentos já iniciados, em vez de lançar novas obras públicas. Segundo o ex-ministro, a estratégia levou à mobilização de equipes para tentar reduzir o número de projetos inacabados.
“Eu me lembro das obras que Bolsonaro sempre falava que, em vez de lançar novas obras, precisava concluir obras em andamento, e houve naquele período uma verdadeira força-tarefa para evitar as obras inconcluídas”, disse.
A declaração foi feita durante a entrevista à Band, em meio às críticas de Roma à gestão petista e à defesa do legado do governo Bolsonaro nas áreas social e de infraestrutura.