Durante sabatina promovida pelo Grupo A Tarde, o pré-candidato ao Senado João Roma (PL) defendeu sua atuação na política nacional e afirmou que, se eleito, exercerá o mandato “por todo o povo baiano”, priorizando as demandas do estado em detrimento de divergências partidárias ou “paixões de torcida”.
Em sua fala, Roma adotou um tom crítico em relação à atual administração do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o ex-ministro da Cidadania, áreas essenciais como infraestrutura, saúde pública e segurança estão passando por um processo de deterioração contínua na Bahia.
“Não se trata de uma partida de futebol ou de uma guerra de torcidas, mas de ajustar o que queremos para o futuro da Bahia. Pretendo ser um senador para falar por todos, enxergando as especificidades de cada região e o resgate dos serviços públicos que hoje se deterioram”, afirmou.
Ao abordar a crise na segurança pública no estado, Roma rebateu declarações do governador baiano que atribuíram a escalada da violência a dinâmicas do crime organizado internacional. Para o pré-candidato, o Poder Executivo estadual “deixa de fazer o dever de casa” ao transferir responsabilidades.
“Vemos o governador dizer que a segurança é um problema internacional, cometendo o pecado de transferir a responsabilidade em vez de responder à confiança depositada pelo povo baiano”, declarou, destacando ainda a gravidade da situação na saúde, onde, segundo ele, cidadãos enfrentam dificuldades de acesso a atendimentos básicos.
O ex-ministro ressaltou a experiência adquirida em Brasília como trunfo para viabilizar investimentos para o estado, prometendo um aprofundamento técnico no debate de propostas no Congresso Nacional caso venha a ocupar uma das cadeiras baianas no Senado Federal.