Presidente do PL na Bahia destaca legado do senador, que não conseguiu renovar o mandato, e afirma que ele ainda pode contribuir com a política baiana
O presidente do PL na Bahia, João Roma, descartou a possibilidade de o senador Angelo Coronel (Republicanos) deixar a vida pública após não conseguir se reeleger nas eleições deste ano. Segundo Roma, a informação de que o parlamentar estaria se aposentando politicamente não procede.
“Circulou a informação de que ele iria se aposentar, mas não procede. Eu mesmo falei com ele. Tanto que ele desmentiu isso ontem”, afirmou Roma em entrevista.
O dirigente destacou a trajetória política de Coronel e sua relação com lideranças municipais, além da atuação na destinação de recursos para a Bahia. Para Roma, a derrota eleitoral não encerra a participação do senador na vida pública.
“Uma pessoa como Angelo Coronel, que tem uma vida toda dedicada ao povo baiano”, declarou, ao ressaltar também a relação de amizade construída durante a convivência política e a parceria estabelecida ao longo da campanha.
Roma destaca relação com Coronel
Na avaliação de João Roma, Angelo Coronel mantém capital político, reconhecimento e influência entre prefeitos baianos, além de contar com uma estrutura partidária que pode favorecer sua atuação mesmo sem um mandato no Senado.
O presidente estadual do PL também elogiou o ambiente de convivência entre os integrantes do grupo político durante a campanha. Segundo ele, diferentemente de disputas marcadas por desentendimentos entre aliados, a relação entre as lideranças de seu campo foi de colaboração e aconselhamento mútuo.
Roma citou ainda os filhos do senador, os deputados Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, ao comentar a presença política da família na Bahia.
“A eleição compõe a política, mas ela não exaure a política. A política tem muito mais episódios do que simplesmente ganhar ou vencer a eleição”, afirmou.
Atuação além do mandato
Para João Roma, o fim do mandato parlamentar não impede que Coronel continue exercendo influência e contribuindo com a população baiana. O dirigente ressaltou que existem diferentes caminhos para a participação política, independentemente do exercício de um cargo eletivo.
“Não é apenas exercendo o mandato que a pessoa pode exercer sua vocação e fazer o bem para as pessoas”, concluiu.