O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o PT e disse que o partido age com “arrogância” na condução da montagem da chapa governista para as eleições de 2026 no Estado. A declaração foi feita após o senador Otto Alencar (PSD), presidente da sigla na Bahia, afirmar que o também senador Angelo Coronel (PSD) estaria sendo arrogante ao rejeitar a possibilidade de ocupar a vaga de vice-governador.
Em entrevista à rádio CBN, Roma afirmou que, na avaliação dele, a postura considerada arrogante parte do PT, ao restringir os espaços da chapa a nomes do próprio partido. “A questão de Angelo Coronel em relação à chapa do PT, que de fato me parece é muita arrogância do lado do PT”, disse. Segundo ele, haveria margem para uma composição mais ampla. “Você tem uma chapa até mais ampla, que você poderia agregar outros atores”, afirmou.
Roma disse que o discurso que começa a ganhar força, segundo ele, é de que o PT não abre espaço para aliados. “O que é que já começam a dizer novamente na rua? O PT não dá espaço para ninguém. O PT só coça para dentro”, declarou. “Então cadê a construção partidária?”, questionou.
O dirigente do PL também afirmou que a disputa não se restringe ao PSD e a Angelo Coronel, mas envolve outras siglas que integram a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Não está dando espaço para o PSB, não está dando espaço para o PCdoB, para o PV, para o PDT, para todos os partidos do grupo, que são vários”, afirmou.
Na avaliação de Roma, o PSD teria argumentos para reivindicar espaço na chapa, por seu peso político nacional e pelo fato de já ter um senador em mandato. “O PSD, por exemplo, é um grande partido nacionalmente falando, e naturalmente você já tem um senador que renova o seu mandato agora”, disse. “Então, olhando pela outra perspectiva, não seria natural que não foi justamente o que o senador Otto defendeu durante todo esse período, desde o ano passado, que o PSD estaria na chapa e que ele não abriria mão disso?”, completou.
Pré-candidato ao Senado pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), Roma afirmou que a postura de Coronel não representa desmerecimento de cargos, mas a defesa de um direito político. “Não é simplesmente desmerecer uma posição política. Nenhuma posição política pode ser desmerecida”, afirmou. “É natural o legítimo direito do senador Coronel disputar a reeleição da sua posição como senador da República”, disse.
Segundo Roma, a mudança de posição ocorreu por parte do PT. “Quem mudou, na verdade, foi a posição do PT que está impondo com a chapa completamente petista”, concluiu.
