Salvador, 21/10/2026 17:08

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João Roma acusa governo Lula de improviso e rebate críticas sobre saúde na Bahia

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Ex-ministro defende gestão Bolsonaro, cita recursos não utilizados durante a pandemia e promete foco em investimentos e redução de impostos no Nordeste

O presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela condução da política econômica e rebateu declarações sobre a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na saúde baiana durante a pandemia de Covid-19. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, Roma defendeu o legado da gestão Bolsonaro e afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) deverá priorizar o desenvolvimento do Nordeste.

Ao relembrar sua passagem pelo Ministério da Cidadania, Roma destacou a ampliação do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família durante o governo Bolsonaro. Segundo ele, a medida foi adotada com responsabilidade fiscal e teve reflexos positivos no mercado financeiro.

“Daniela participou também da reestruturação do Auxílio Brasil. Ela é que fez, na época, o que eu comento e já comentou algumas vezes como o maior elogio que eu recebi enquanto ministro, pois, quando nós anunciamos inclusive o aumento do programa social, Vítor, fizemos isso dentro da regra fiscal, sem furar teto, com toda responsabilidade”, afirmou.

Roma relatou que, após o anúncio do aumento, recebeu uma mensagem de Daniela elogiando sua condução da política social. Segundo o ex-ministro, a reação do mercado naquele dia reforçou sua avaliação sobre a relação entre responsabilidade fiscal e medidas de proteção social.

“Então, no dia que eu anunciei isso, a bolsa de valores brasileira subiu, o dólar caiu. Isso deu a notícia na Bloomberg internacional, e isso foi muito positivo e ela me mandou um zap naquele dia: ‘Parabéns, ministro, pela sua responsabilidade’. Hoje cada brasileiro ficou um pouco mais rico, mesmo anunciando um programa que é tão importante para os mais pobres”, declarou.

João Roma critica política econômica de Lula

Na sequência, o presidente do PL na Bahia comparou a gestão Bolsonaro à administração petista e acusou o atual governo de priorizar a reeleição em detrimento do planejamento econômico. Roma também criticou o que classificou como improvisação na condução das políticas públicas.

“Isso mostra com clareza a diferença de ações. Atualmente, a gente está vendo um governo que está pagando qualquer custo visando uma reeleição, por um projeto de poder, que não faz estudos prévios, que toda hora improvisa e tenta dar desculpa”, afirmou.

O dirigente também questionou a eficácia de medidas destinadas à população de baixa renda e argumentou que dificuldades econômicas afetam principalmente os mais pobres.

“Se a economia vai mal, todo mundo paga essa conta, sobretudo os mais pobres”, disse.

Ex-ministro contesta críticas sobre saúde na Bahia

Roma também rebateu uma declaração atribuída à secretária estadual da Saúde sobre a atuação do governo Bolsonaro na Bahia. Para sustentar sua argumentação, ele citou recursos que, segundo afirmou, teriam permanecido nos cofres estaduais após a pandemia, além de críticas à execução de ações de saúde durante a emergência sanitária.

“Como explicar então que, mesmo após o Covid, o governo de Rui Costa ficou com mais de 350 milhões em caixa que não conseguiu gastar perante o período do Covid?”, questionou.

O ex-ministro mencionou ainda a compra de respiradores durante a pandemia e criticou a falta de ativação de leitos de terapia intensiva que, segundo ele, eram necessários naquele momento.

“Conseguiu gastar, sim, os 50 milhões lá dos respiradores, mas não conseguiu fazer, executar para muitas pessoas, não ativou leitos de UTI que era preciso, a prefeitura muito carregou nas costas”, declarou.

Roma atribuiu ao então governador Rui Costa (PT) responsabilidade pela gestão dos recursos e afirmou que o governo estadual teria priorizado a manutenção de caixa em vez da execução de investimentos na saúde.

“Então, o senhor governador Rui Costa, ele fez o quê? Fez fluxo de caixa, segurou investimentos no momento que a população estava em perigo”, afirmou.

O dirigente acrescentou que, posteriormente, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, teria autorizado o uso dos recursos em outras finalidades dentro da Secretaria da Saúde. Para Roma, o episódio demonstraria que não houve perseguição política à Bahia durante o governo Bolsonaro, apesar das diferenças partidárias entre as administrações.

As declarações sobre os recursos não utilizados, a execução de leitos e a destinação dos valores foram apresentadas por Roma na entrevista. Os números e as circunstâncias citados não foram acompanhados, no trecho, de documentos que permitam confirmar independentemente todas as alegações.

João Roma projeta investimentos para o Nordeste

Ao comentar suas expectativas para um eventual governo de Flávio Bolsonaro, o presidente do PL na Bahia defendeu uma política econômica voltada à redução de impostos, à atração de investimentos e à capacitação profissional.

“Eu tenho uma expectativa muito positiva do governo de Flávio, sei que a gente vai, sem dúvida nenhuma, ter um olhar mais focado para que a gente possa desenvolver o Nordeste”, afirmou.

Roma argumentou que a redução da carga tributária pode estimular a atividade econômica e citou medidas adotadas durante o governo Bolsonaro como referência para a proposta.

“Bolsonaro já fez, diminuiu os impostos e mesmo assim conseguiu aumentar a arrecadação, porque quando você tira o peso do Estado do pescoço do contribuinte, a economia flui mais”, declarou.

Para o ex-ministro, a região precisa de políticas que ampliem a competitividade e criem oportunidades de melhoria de renda para a população.

“É isso que a gente precisa trazer para o Nordeste: investimentos, competitividade, investimento e capacitação dos nossos valorosos irmãos para que as pessoas possam ter, sim, a possibilidade de melhorar de vida”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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