O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quarta-feira (25) que a continuidade do contrato entre o Estado e o CredCesta está sendo avaliada sob rigor jurídico. O produto de crédito consignado é operado pelo Banco Master, recentemente associado ao Banco Pleno, que enfrenta um cenário de crise com processos de liquidação e questionamentos sobre sua operação.
“A PGE está analisando o que significa para a gente tendo um banco nessa situação. Se o banco não tem condição de operar, a lógica é rever o contrato e tomar decisões”, explicou o governador durante agenda em Salvador. Ele ressaltou que a prioridade do governo é proteger os servidores estaduais, garantindo segurança jurídica e evitando impactos negativos nos salários.
A situação envolvendo o CredCesta se intensificou em 2026, com investigações relacionadas à chamada Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na gestão de créditos e dificuldades enfrentadas por servidores para cancelar contratos. Entidades sindicais, como a AFPEB, têm pressionado o Tribunal de Justiça da Bahia por medidas que suspendam os descontos, apontando falta de transparência e práticas consideradas abusivas.
“Eu estou aguardando o parecer da PGE para a gente poder fazer isso tudo dentro do legal”, concluiu Jerônimo, indicando que qualquer decisão sobre o contrato dependerá da análise técnica e da capacidade operacional da instituição financeira.
