Governador da Bahia vincula a atração de investimentos bilionários ao alinhamento político com o governo federal e projeta início das operações da fábrica de sistemas de armazenamento em Camaçari.
O Polo Industrial de Camaçari vive um processo de diversificação econômica impulsionado pelo setor de energias renováveis. Durante o ato de lançamento da pedra fundamental da fabricante chinesa Windey, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que a atração da unidade de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) decorreu estritamente de avaliações técnicas e do potencial natural do estado. “O Nordeste tem a vantagem competitiva. E no Nordeste, a Bahia… são as terras que têm os melhores potenciais de vento, de sol, além da biomassa”, avaliou o gestor, detalhando que a nova fábrica ocupará um prédio já existente para reduzir os prazos de instalação e iniciar a produção no final de 2027.
O governador enfatizou que a retomada industrial do estado é viabilizada pelas ferramentas macroeconômicas do governo federal, argumentando que as administrações estaduais e municipais não possuem, isoladamente, a capacidade financeira necessária para capitanear projetos desse porte. “Os estados, por mais que a gente se esforce, não têm a alavanca suficiente para isso. Não é um ponto na curva que vai estimular uma indústria dessa a vir. É a instalação de um quadro favorável para que ela possa ter segurança jurídica, segurança econômica, segurança política”, ponderou.
Rodrigues citou como eixos dessa estratégia os leilões de transmissão promovidos pelo Ministério de Minas e Energia desde 2023, que asseguram o escoamento da produção eólica e solar por meio dos chamados “linhões”. Ao contabilizar que esta representa sua quinta ou sexta agenda de anúncios de investimentos internacionais na região — com forte presença de capital chinês e português —, o chefe do Executivo baiano apontou para o surgimento de uma nova identidade produtiva local que conviverá com a tradicional vocação petroquímica do município.
