A atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que tem se mobilizado nos Estados Unidos para pressionar pela aplicação de sanções econômicas contra o Brasil e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi criticada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O gestor classificou, durante a inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realizada nesta segunda-feira (18), em Salvador, a postura do parlamentar como “triste” e afirmou que a iniciativa prejudica a economia nacional, em especial os setores produtivos que dependem da exportação.
“Não está correto isso. Se tiver algum erro do governo federal, se conserta aqui dentro. Não há porquê um deputado, eleito pelo povo brasileiro, sair do país para orquestrar uma ação contrária à economia. Quem sofre com isso são os empresários. O setor do agro agora está aparecendo, por ter dificuldade em exportar frutas. Você imagina os empresários de Juazeiro, que estão prestes a colher a safra entre agosto e setembro, enfrentando barreiras por conta dessa postura”, disse o governador em coletiva de imprensa.
Além disso, Jerônimo Rodrigues lembrou ainda que críticas semelhantes já foram feitas por politicos de outros partidos, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que é crítico declarado do presidente Lula (PT).
“Para não imaginar que somos apenas nós, do PT, que estamos fazendo essa crítica, vocês ouviram essa semana o governador de Minas Gerais colocando que não está correto isso. É muito triste ver um brasileiro torcendo contra o Brasil e ainda ser chamado de patriota. É impressionante”, afirmou.
Por fim, Jerônimo questionou o uso de recursos públicos no deslocamento do deputado. “Vai jogar contra o Brasil ao invés de fazer a disputa aqui dentro. Venha para o Congresso, levante lá, chame o presidente da República, o Lula vai receber para conversar. Não tem problema com a gente não. Mas ir aos Estados Unidos, com dinheiro público — porque o salário dele é pago pelo povo – para trabalhar contra o país é inadmissível”, finalizou.

