O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu declarações atribuídas ao senador Jaques Wagner (PT) sobre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e defendeu a estratégia política do grupo que integra o governo estadual. Ao ser questionado sobre a frase de Wagner de que “quem encosta em ACM Neto não prospera”, Jerônimo adotou um tom de defesa das alianças governistas e destacou o que classificou como uma política de acolhimento e fortalecimento coletivo.
Sem entrar diretamente na comparação com o campo adversário, o governador afirmou que a base aliada do governo atua com foco na união e na consolidação de projetos políticos de longo prazo. Segundo ele, o objetivo não é apenas atrair quadros para enfraquecer opositores, mas construir um grupo coeso.
“Quando esse grupo convida alguém para se somar, essa pessoa vem para trabalhar, para crescer e para permanecer. A gente não chama só com o interesse de desagregar o outro lado”, afirmou.
Jerônimo citou legendas que, segundo ele, ampliaram sua presença política após se integrarem à base do governo estadual, como PSD, PCdoB, PP e Avante. De acordo com o governador, as alianças são construídas com previsibilidade e compromisso político.
“Quem vem, vem para ficar, vem para dar as mãos. Nós não largamos a mão de ninguém”, reforçou.
O governador também indicou que o grupo já trabalha na formação de uma chapa que classificou como “competitiva e agregadora” para as próximas eleições. Segundo ele, a estratégia passa pela consolidação de uma frente ampla, com estabilidade política e alinhamento programático entre os partidos aliados.
